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Governo entregou Placa de Mérito à Santa Casa da Misericórdia de Paris

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O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, entregou à Santa Casa da Misericórdia de Paris a Placa de Mérito com o grau “Ouro”, pelo trabalho “de cariz humanitário que tem vindo a desenvolver em França”.

A entrega teve lugar durante o Jantar Solidário que assinalou também o 20º aniversário desta organização de emigrantes portugueses e de lusodescendentes, e que juntou centenas de pessoas na Sala Vasco da Gama, em Valenton.

“A minha presença neste jantar traduz o reconhecimento, o agradecimento, e o apoio ao trabalho de grande qualidade feito pela Santa Casa da Misericórdia de Paris” disse José Luís Carneiro durante a sua intervenção.

“A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas tem a faculdade de reconhecer o mérito de cidadãos e de instituições, pelo papel de especial relevo na valorização do Estado ou de valores que o Estado encerra na sua constituição. A Misericórdia de Paris obedece a estes critérios” disse o Secretário de Estado. “Esta instituição para nós é merecedora do Estado Português. Vejam esta Placa como um reconhecimento àquelas e àqueles, anónimas e anómimos, que diariamente vão ao encontro dos outros, mesmo que seja só para os escutar”.

A Placa foi recebida pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Paris, António Fernandes que lembrou o lema da ação daquela instituição para este ano “Todos solidários”. Lembrou as permanências sociais que apoiam centenas de pessoas, sobretudo os Portugueses mais desprotegidos e em situação precária e lembrou ainda que a solidariedade de todos, fez com que, na Campanha de Natal de 2017, a Misericórdia tenha recolhido mais de 3 toneladas de bens alimentícios que serviram para apoio de 170 famílias carenciadas e a instituição apoiou 229 detidos portugueses nas prisões francesas com um Cabaz de Natal num valor de 50 euros cada um.

“É um trabalho de grande mérito que me sensibilizou e hoje fiz questão de corresponder ao convite para lhes atribuir este reconhecimento”, afirmou o Secretário de Estado aos jornalistas.

Para além do Secretário de Estado, estava também na sala o Cônsul Geral de Portugal em Paris, os dois Deputados eleitos pelo círculo eleitoral da Europa e várias outras personalidades da Comunidade portuguesa.

“Amanhã qualquer um de nós pode ser pobre, hoje felizmente podemos ajudar e é com muito orgulho que estou aqui com a minha família” disse o empresário Armando Lopes que pôs a sala à disposição da organização.

“Como é bom reencontrarmo-nos mais uma vez. Reconhecermos que sosinhos nada podemos fazer de bom e de bem” referiu o Padre Nuno Aurélio, Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Fátima de Paris. “Somos hoje herdeiros do ideal e da ordem constituída pela Rainha viúva D. Leonor, há 520 anos, para oferecer aos doentes, pobres, órfãos e prisioneiros, o abrigo da misericórdia divina e humana”.

Nuno Aurélio referiu ainda que “Jesus disse: ‘Sempre tereis pobres entre vós e sempre podereis fazer o bem quando quiserdes’” e lembrou que no dia seguinte, domingo, era o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco. “Os pobres não são uma categoria social que ficam bem nos discursos dos Partidos em vésperas de eleições. Os pobres não são um conceito político útil às ideologias e aos Governantes para se autopromoverem com bonitas frases feitas”.

O Secretário de Estado concordou com as palavras do Reitor. “Desde os 14 anos, sempre estive muito ligado ao movimento associativo, ligado a duas ações das Misericórdias de Baião e do Porto, sou ‘irmão’ e tive aliás funções diretivas, conheço bem o trabalho que se faz nestas instituições”.

Considera-se, por isso, conhecedor da realidade destas ações de solidariedade. Aliás o Cônsul Geral de Portugal, António de Albuquerque Moniz, referiu que “desde que cheguei a Paris e com este Secretário de Estado, o apoio do Estado à Misericórdia de Paris foi multiplicado por três, é um esforço significativo e penso que vai ser mantido”.

O Deputado Carlos Gonçalves (PSD) não se surpreende com as ações de solidariedade da Comunidade portuguesa. “Muitos dos que estão aqui são filhos e netos de pessoas que chegaram cá com grandes dificuldades, tiveram um percurso de vida notável e é por isso que as Comunidades portuguesas, muito particularmente as de França, sabem o que é ser solidárias, porque sabem que os seus pais e os seus avós passaram nesta terra que os acolheu enormes dificuldades”.

Já para o Deputado Paulo Pisco (PS), estas ações “são altamente inspiradoras porque nos remetem para uma dimensão humana que é a nossa. A solidariedade é algo que se deve praticar todos os dias”. E assegurou que “a Santa Casa da Misericórdia de Paris não se substitui ao Estado, mas é uma instituição insubstituível”.

Durante o Jantar Solidário, a Misericórdia de Paris assinou dois Protocolos de Cooperação com as Misericórdias de Macedo de Cavaleiros e de Vila Verde, representadas respetivamente por António Vaz e Bento Faria.

Nos discursos dos dois intervenientes que vieram de Portugal notou-se a surpresa por terem vindo encontrar em Paris uma Santa Casa da Misericórdia sem os apoios sociais e institucionais que têm as Misericórdias em Portugal. Ambas felicitaram pelo trabalho “voluntário” e lembraram que a Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros tem dois lares da terceira idade, um em Lombo com 55 utentes e outro em Macedo de Cavaleiros com 83 utentes, tem um Centro de dia, uma Cantina social e apoio domiciliário a 80 utentes… A Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde tem, por exemplo, um hospital que acolhe diariamente cerca de mil utentes, com todos os serviços médicos. São realidades muito diferentes das da Misericórdia de Paris.

No entanto ambos estavam motivados pelo Protocolo assinado e a Misericórdia de Vila Verde ofereceu à Misericórdia de Paris um Lenço dos Namorados. “É um lenço como este que a rapariga oferece ao namorado quando quer aceitar o casamento” disse a sorrir.

Pelo palco passaram os cantores Dan Inger dos Santos e Vanessa Martins, assim como o pintor Egas.

O Provedor António Fernandes deixou o apelo a todos para que “sejam mais solidários” e o Provedor cessante Joaquim Sousa rematou que “as palavras são importantes, mas nada vale mais do que os atos”.

 

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