Governo português lembra humanismo e europeísmo de Jacques Chirac

O Governo português lembrou o antigo Presidente francês Jacques Chirac, que morreu na quinta-feira, como uma das figuras “mais importantes e emblemáticas da política francesa e europeia no pós-guerra”, destacando o humanismo e o europeísmo do antigo governante.

“Foi com enorme pesar que o Governo português tomou hoje conhecimento da notícia do falecimento de Jacques Chirac”, indica um breve comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, em representação do executivo.

Chirac, que assumiu a Presidência francesa entre 1995 e 2007, morreu hoje aos 86 anos, segundo anunciou a família do antigo governante. O antigo chefe de Estado francês encontrava-se doente há vários anos e estava afastado da vida pública.

“Neste momento de tristeza, o Governo endereça as mais sinceras condolências à família do antigo Presidente da República e ao Governo francês pela perda de uma das figuras mais importante e emblemáticas da política francesa e europeia no pós-guerra, que se destacou pelo seu humanismo e pelo seu europeísmo”, prosseguiu a nota informativa, salientando igualmente que Jacques Chirac sempre demonstrou “uma relação de especial proximidade com a comunidade portuguesa radicada em França”.

O comunicado concluiu que “neste momento de luto” o Governo português manifesta a França e aos franceses uma “profunda amizade”.

O mundo político francês e internacional reagiu hoje à morte de Jacques Chirac, lembrando um “grande homem de Estado” e um político que personificava “uma França fiel aos valores universais”.

Entre as personalidades portuguesas que lembraram a figura de Chirac estão o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e o antigo chefe de Estado Jorge Sampaio (1996-2006).

Marcelo Rebelo de Sousa enviou uma mensagem ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, “transmitindo à França e aos franceses sentidas condolências pelo falecimento de Jacques Chirac (…) que foi sempre muito caloroso com as comunidades portuguesas em França, quer como ‘maire’ de Paris, quer como primeiro-ministro e Presidente da República Francesa”.

Jorge Sampaio frisou, por seu lado, que o político francês “apreciava Portugal e os portugueses”, recordando ainda que manteve com Chirac “as melhores relações de trabalho e amizade ao longo dos anos” em que ocuparam cargos públicos nos seus respetivos países.

 

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