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No 17° dia de greve, a intersindical FO-CFTC dos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos França acusam a Direção Geral da Sucursal de não os ter deixado entrar nas instalações daquela instituição bancária, na rue de Provence, em Paris, e dizem que tiveram de fazer a Assembleia Geral de Trabalhadores na rua.

«A CGD França ainda não abriu negociações com os representantes dos trabalhadores em greve e envereda pela via da intimidação colocando seguranças e oficiais de justiça à entrada e nos recintos da instituição, numa nítida tentativa de criminalização dos trabalhadores» diz um comunicado da Intersindical. «Hoje a Direcção Geral da Sucursal deu um novo passo no sentido da intimidação dos trabalhadores grevistas proibindo-lhes o acesso à instituição e aos locais da Comissão de Trabalhadores, em completa violação da lei francesa. Sob pretexto de assegurar a segurança, o que os dirigentes da CGD França pretendem, é intimidar os trabalhadores grevistas, impedindo-os de se reunirem em Assembleia Geral».

A intersindical FO-CFTC representativa dos trabalhadores em greve, considera «provocatória» a atitude da Direcção da Sucursal francesa e informa que «vai apresentar queixa por delito de entrave ao livre acesso dos trabalhadores grevistas aos locais da Comissão de Trabalhadores, junto do posto de polícia e da Procuradoria geral da República».

O tom tem subido e a Intersindical FO-CFTC tem sido mais crítica da Direção da Sucursal da CGD em França. Considera que «ao fim de seis anos de desgoverno da Sucursal, a sabotagem da instituição em França continua, como o comprova sobejamente o facto de, ao fim do 17° dia de greve, os dirigentes da CGD (de Lisboa como de Paris), continuarem a não abrir reuniões de negociação com a instância de negociação legitimada pela Assembleia Geral de Trabalhadores, continuando a organizar simulacros de reuniões».

No comunicado enviado às redações, a Intersindical FO-CFTC diz que fez a Assembleia Geral de Trabalhadores na rua, em frente ao prédio da instituição, e que votou «por unanimidade» a recondução da greve. Diz também que «na ausência da abertura imediata de negociações, não terá outra alternativa senão dirigir-se ao Governo português».

Até agora não foi possível ao LusoJornal, entrar em contacto com Rui Soares, o Diretor Geral da Sucursal de França da CGD.

 

 

 

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