Lisboa na primeira “Petite anthologie d’escapades littéraires”

A Robert Laffont lançou este verão a coleção “Petite anthologie d’escapades littéraires” e escolheu as cidades de Lisboa e Barcelona para a estrear. Um pequeno livro de bolso de 176 páginas que guia, através das impressões e reflexões de grandes escritores-viajantes que passaram pela capital portuguesa, os caminhantes de hoje. Já imaginou ser guiado nas suas deambulações lisboetas por Thomas Mann, Andersen, Raymond Queneau ou Saint-Exupéry? Este último, em 1940, em plena guerra mundial, quando Lisboa se tornou local de passagem obrigatório para refugiados, disse: “atravessei Portugal na minha viagem para os EUA e Lisboa surgiu-me como espécie de paraíso claro e triste”.

Neste momento de massificação turística em que o autêntico e o artificial se misturam sem critério, levando turistas apressados a arranhar apenas a superfície do país e da cultura que visitam, quem melhor do que as vozes de grandes escritores do passado para nos guiar pelas ruelas daquela que já foi a cidade mais cosmopolita da Europa?