Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.
Donativos LusoJornal

 

Luís da Costa é originário de Gandra de Moreira, na região de Paredes. Instalado em Roubaix como comerciante desde 1998, transformou o seu “Jacques Pub” – onde muitos antigos jovens guardam recordações como ponto de encontro e de amizade – num restaurante de especialidades portuguesas, o “Galo d’Ouro”.

Faz parte da segunda geração de lusodescendentes em França, um dos mais de 7 mil autarcas de origem portuguesa que se lançaram na política e foram eleitos no verão passado.

Luís da Costa ocupa, entre outros, o posto de Maire-Adjoint com o pelouro do comércio, mercados, artesanato e licença de táxis.

Em entrevista concedida ao LusoJornal diz-se honrado – ele que se diz Francês com raízes portuguesas – por ter sido escolhido para ocupar tal posto, numa cidade de 99 mil habitantes, multicultural com a presença de mais de 100 nacionalidades, entre os quais a portuguesa, que conta com 1.400 pessoas e mais de 5 mil habitantes de origem lusa.

O restaurante “Galo d’Ouro” encontra-se situado numa rua tradicionalmente comerciante de longa data, num bairro onde nem tudo tem sido fácil. Luís da Costa desde logo decidiu contribuir, à sua maneira, para a criação de uma certa dinâmica comercial, atraindo e criando animações, como por exemplo, as “braderies” e dinamizando a associação comercial.

Foi este trabalho que terá contribuído para que tenha sido escolhido para fazer parte da equipa municipal conduzida por Guillaume Delbar.

Ocupar tal postura é algo que requer imenso trabalho e presença na Mairie de Roubaix, trabalho quase completamente benévolo, contudo enriquecedor com decisões a tomar no sentido de fazer evoluir certas situações e resolver assuntos a nível pessoal, mas igualmente coletivo, tanto mais que, na situação atual de pandemia, o slogan é de “sobreviver”, antes de se poder olhar para o futuro com otimismo.

Otimismo que Luís da Costa tenta guardar, mesmo perante situações difíceis vividas pessoalmente.

Foi o caso do incêndio do seu restaurante, em outubro de 2019. O que fazer após uma tal situação, um tal drama? Foram muitos problemas a resolver e a ultrapassar numa luta que durou 18 meses para fazer obras e reabrir. Moralmente nem sempre foi fácil, tanto mais com família e filhos a cargo.

O “Galo d’Ouro” é um restaurante acolhedor, mas como os demais, vê chegar um novo combate: o da pandemia de Covid-19. O restaurante que saía de um período de um ano e meio sem funcionar, é obrigado a fechar novamente.

Como muitos, durante a primeira fase de confinamento Luís da Costa ainda continuou a cozinhar e a vender para fora. Mas na segunda fase, que se prolonga ainda, acreditando no futuro, lança-se numa nova evolução do seu estabelecimento, fazendo obras para poder criar uma churrasqueira para continuar a vender para fora e para criar uma loja de venda de produtos biológicos, lançando-se pela mesma ocasião no “restaurante zero desperdícios”, seguindo a política que ele mesmo e a municipalidade de Roubaix incrementam.

Também por aqui as coisas não são fáceis, contudo há necessidade de exemplos e, de uma certa maneira, de motores, como Luís da Costa, que assim que a pandemia o permitir, também tomará em mão a Presidência da Delegação regional de Hauts-de-France da Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa (CCIFP).

 

Ver a entrevista AQUI.

 

Comunidade
X