Lusa | André Kosters

Luís Montenegro explica por que razão os empresários da diáspora devem investir em Portugal


O Primeiro-Ministro afirmou ontem que Portugal é “altamente competitivo” do ponto de vista energético, com um dos “custos mais baixos da União Europeia”, e manifestou confiança de que voltará a crescer em 2026 acima da média comunitária.

Na sessão abertura da primeira edição do fórum “Portugal, Nação Global”, que decorre no Centro Cultural de Belém (Lisboa), Luís Montenegro procurou apresentar aos empresários da diáspora presentes razões para investirem em Portugal.

“Neste momento, já somos, na Europa, um país que apresenta os custos de energia mais baixos. Devo destacar este ponto porque, há alguns anos atrás, este era um fator em desfavor da nossa competitividade. Portugal é hoje altamente competitivo do ponto de vista energético”, sublinhou.

Segundo o Primeiro-Ministro, a autonomia estratégica no setor da energia “é não só um fator de maior soberania, de maior autonomia, mas um fator de competitividade”.

“É que quanto menos dependentes estivermos e quanto mais competitivos formos no preço da energia, terreno mais fértil temos para atrair e fixar novos investimentos”, doce.

Outro dos fatores apontados por Montenegro para atrair investidores para Portugal foi a “política fiscal amiga das empresas” do atual Governo que, garantiu, “está a para durar”.

“Porque, apesar da luta política democrática normal, creio que ninguém ousará, nos próximos anos, colocar em causa a estratégia fiscal que faz de Portugal um país que cobra menos impostos sobre os rendimentos do trabalho e, portanto, é mais atrativo para o capital humano e também cobra menos impostos sobre a atividade das empresas e, portanto, é mais atrativo para fixar investimentos”, disse.

Destacando a solidez das finanças públicas nacionais, Luís Montenegro apontou que Portugal vai “para o quinto ano consecutivo de performance económica que supera a média da União Europeia”.

“Se tudo correr dentro daquilo que está previsto, em 2026, apesar de todas as incertezas, todas as adversidades, será mais um ano onde Portugal crescerá mais do que a média da União Europeia”, vaticinou.

O Fórum Portugal Nação Global, iniciativa que pretende estabelecer ligações entre Portugal, a diáspora e os mercados internacionais, conta reunir mais de 600 participantes, incluindo empresas e instituições, de mais de 40 países entre ontem e hoje em Lisboa.

Luís Montenegro destacou, por outro lado, “a aposta clara” do executivo PSD/CDS-PP que lidera na “desburocratização e simplificação de procedimentos”.

“Gostava que saíssem daqui muito cientes de que estamos a fazer um esforço grande para tornar mais ágil a resposta da administração às solicitações das pessoas, mas também às solicitações das empresas”, afirmou.

O Primeiro-Ministro salientou ainda que existem atualmente mecanismos que permitem ultrapassar dificuldades de financiamento que afetaram no passado empresas portuguesas ou as empresas de portugueses que querem investir em Portugal. “Aquilo que nós queremos é que as empresas portuguesas, as empresas que querem investir em Portugal possam ter no sistema financeiro um parceiro, possam ter no Banco português de fomento um parceiro para não ficarem para trás por razões de dificuldade de acesso nomeadamente a crédito”, sublinhou.

O Primeiro-Ministro disse esperar que deste fórum saiam novos projetos e investimentos concretos e pediu aos empresários presentes que sejam embaixadores não apenas da cultura e tradições nacionais no estrangeiro, mas também da “vontade empreendedora e capacidade de transformação” dos projetos lusos.

“Desejo que a tal lista de contactos que vão aqui trocar de projetos, de experiências, seja inspiradora e seja um bocadinho mais do que isso: seja a semente para projetos que vão depois germinar em bons investimentos e em maior crescimento de Portugal e maior crescimento da nossa comunidade e da sua prosperidade espalhada por todo o mundo”, desejou.

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