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A primeira edição do Fórum Luso-Estudos é organizado esta quarta-feira, em Lisboa, pelo Observatório dos Luso-Descendentes (OLD) e contará com a participação de investigadores e estudantes, políticos, responsáveis de entidades públicas, empresários, gestores e representantes da comunicação social nacional e da diáspora.

Mais conhecimento sobre o número e localização dos lusodescendentes de forma a suportar melhores políticas públicas e privadas nesta área é um dos objetivos desde Fórum dedicado às gerações seguintes da diáspora.

Os organizadores referem que «a diáspora portuguesa, que integra várias gerações», é hoje «mais visível».

«Dando continuidade a um relacionamento mantido entre Portugal e os diferentes países de destino, os lusodescendentes constituem prova viva que, se por um lado as migrações são transgeracionais, por outro se mantém viva a ligação ao país e à cultura portuguesa», considera o Observatório presidido por Emmannuelle Afonso.

No entanto, predomina a investigação sobre a primeira geração de migrantes, diz a associação, que considera que «se justifica a necessidade de promover estudos sobre as seguintes».

Segundo o Observatório, é escasso o conhecimento sobre os lusodescendentes (os descendentes dos emigrantes portugueses até à terceira geração) – há estudos que apontam para cinco milhões de pessoas e outros que referem 30 milhões. «Um melhor conhecimento sobre o seu número, localização e características poderá conduzir ao estabelecimento de uma política adequada para que a ligação com Portugal se mantenha e fortifique», defendem os organizadores do Fórum.

De acordo com o OLD, o encontro também pretende «ultrapassar fronteiras, fazer confluir interesses e criar redes interativas de cooperação entre universidades, centros de investigação e investigadores portugueses e estrangeiros, que se interessem sobre a lusodescendência» e disseminar os resultados entre a sociedade civil, instituições públicas e privadas, empresários e investidores.

Durante o Fórum, está prevista a apresentação de várias investigações, realizadas em universidades portuguesas e no estrangeiro, com temas como a «produção cultural dos emigrantes portugueses em França», «um bairro onde se fala português em Montreal», «Portugueses pelo Mundo – a retórica de sucesso», «lusodescendentes regressados em Portugal», «representações da emigração na literatura portuguesa» ou «nas redes sociais – caso do filme A Gaiola Dourada».

O Observatório dos Lusodescendentes foi lançado em 2010 e tem entre os seus objetivos «quantificar e qualificar» os descendentes dos emigrantes.

 

 

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