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“Não queremos estar de algum modo associados a essa pessoa”. É assim que termina um comunicado enviado às redações na semana passada, pela revista e webtv Lusopress, sobre o advogado Pedro Pardal Henriques, atualmente vice-Presidente do Sindicato de motoristas de transporte de matérias perigosas (SNMMP).

Pedro Pardal Henriques foi nomeado “Português de Valor” pela Lusopress, há poucos meses, em 2018 e a Lusopress acusa agora o advogado porque “utiliza os nomes ‘Lusopress’ e ‘Portugueses de Valor’ para se autopromover prejudicando a nossa marca e o nosso bom nome”.

“A Lusopress existe há 16 anos sediada em França, tendo como uma das suas iniciativas os ‘Portugueses de Valor’ sendo a edição de 2020 a décima. ‘Portugueses de Valor’ tem como objetivo eleger cada ano dez dos 100 Portugueses que durante o ano são nomeados e indicados por alguém ou mesmo por elementos da nossa equipa. Para eleger os 10 premiados é constituído um júri composto por 4 nomeados eleitos nos anos anteriores” explica o comunicado da empresa dirigido pelo casal José Gomes de Sá e Lídia Sales.

A notícia já é de abril deste ano, quando o Sindicato paralisou o país não abastecendo os postos de combustível (e volta a ameaçar parar o país em agosto), primeiro pelas mãos do jornal Diário de Notícias e depois retomada por dezenas de outros órgãos de comunicação social, e foi constantemente dito que Pedro Pardal Henriques foi nomeado “Português de Valor” pela Lusopress, mas só agora a Lusopress editou um comunicado.

A Lusopress nomeou efetivamente, em 2018, o advogado Pedro Pardal Henrique como um dos 100 “Portugueses de Valor” do ano. “Foi-nos indicado por alguém que achava que ele reunia as condições para tal” descarta a Lusopress em comunicado. Mas o comunicado afirma também que “no ano 2018 a Gala teve lugar na Figueira da Foz e embora ele fosse um dos 100 nomeados, o júri optou por não o eleger recebendo unicamente um Troféu de presença”. Aliás, o próprio comunicado confirma ainda que “com o grupo ‘Portugueses de Valor’ visitou o Museu dos Coches onde fomos recebidos pelo Presidente da República”.

Já anteriormente, o Presidente da Delegação PACA da Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa (CCIFP), o também advogado Jorge Mendes Constante, com escritórios em Marseille, disse ao LusoJornal que aquela estrutura se desvinculava de Pedro Pardal Henriques.

O problema é que têm surgido, segundo a imprensa portuguesa, queixas contra Pedro Pardal Henriques. A imprensa portuguesa diz que tem, pelo menos, um processo por burla em Portugal, levantado por um cliente francês.

 

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