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Ministro da Cultura e Comissário europeu nos 50 da Casa de Portugal André de Gouveia

LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira

A Casa de Portugal André de Gouveia, na Cidade Universitária Internacional de Paris, comemorou ontem 50 anos, na presença do Ministro Português da Cultura, José Filipe Castro Mendes, Jean-Marc Sauvé, Presidente da Cité internationale e da Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota.

Na sala estavam várias personalidades, como por exemplo o Comissário europeu Carlos Moedas, o Deputado Carlos Gonçalves, o Cônsul Geral de Portugal em Paris António de Albuquerque Moniz, o Conselheiro de Paris Hermano Sanches Ruivo, o Presidente da Câmara de comércio e indústria franco-portuguesa Carlos Vinhas Pereira, o Diretor da Delegação de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian, vários mecenas, residentes, antigos residentes e presidentes de outras casas da Cidade universitária.

A Diretora da Casa, Ana Paixão fez uma intervenção inicial para lembrar que a Casa foi inaugurada em 1967 e foi uma iniciativa de José de Azeredo Perdigão, então Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian. «Entretanto já por aqui passaram milhares de estudantes e tiveram aqui lugar milhares de eventos culturais».

O Ministro da Cultura – que também lembrou que a mulher foi residente na Casa – disse ao LusoJornal que «no quadro da Cidade universitária em que vários países têm aqui uma residência, o princípio é que os nacionais se distribuam pelas diferentes Casas para melhor se conhecerem e melhor conhecerem o mundo. Numa Casa nacional, nunca há apenas os nacionais desse país». José Filipe Castro Mendes lembrou também que a Casa foi mandada construir pela Fundação Calouste Gulbenkian e «torna-se um espaço livre, não está submiso ao Estado, nomeadamente no período da Ditadura, por isso era um espaço de liberdade, um espaço onde os estudantes, os investigadores, onde os melhores, vinham estudar».

O Ministro da Cultura consida que a Casa de Portugal «continua a ser um grande centro de irradiação da cultura portuguesa. Tudo o que se faça nesta Casa tem uma audiência de gente de todos os países do mundo».

 

Grande visão

Na sua intervenção, Isabel Mota lembrou a «grande visão» do então Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Azeredo Perdigão, «ao mandar construir a Casa de Portugal, em Paris, como um local onde os jovens pudessem ter outras experiências, conhecer o mundo, ver outras culturas e no fundo qualificarem-se, numa época em que em Portugal as coisas não eram muito permissoras». Desde então, «a relação já dura há 50 anos, e o tempo é importante» lembrou ao LusoJornal a Presidente da Gulbenkian, que também é a Presidente do Conselho de Administração da Casa de Portugal André de Gouveia. «A Fundação tem estado sempre a acompanhar a Casa de Portugal, e participou nas obras de restauração por duas vezes».

A Casa tem 170 quartos, 20 dos quais duplos e segundo Ana Paixão, acolhe atualmente 176 residentes de 39 nacionalidades diferentes, 100 dos quais são Portugueses. Divide-se em 4 andares, com 9 cozinhas em comum.

Os residentes frequentam essencialmente Master I e II, e alguns estão a fazer doutoramento.

 

Diversidade cultural

Na Cidade Universitária Internacional de Paris vivem 6.000 residentes de 140 países diferentes, espalhados pelas 41 Casas. «A Casa de Portugal tem cerca de 90 atividades culturais por ano, desde cinema, teatro, exposições, performances, encontros com escritores, muitos concertos,…» conta ao LusoJornal Ana Paixão.

Em nome dos antigos residentes falou o Comissário Europeu Carlos Moedas. «Eu vivi nesta Casa e considero que foi um momento muito importante para mim. Foi a primeira vez que vivi fora do país» disse na sua intervenção. «Lembro-me que o taxi me deixou na esquina e eu vim por ali fora com duas malas na mão…» recordou, destacando sobretudo a partilha com outros colegas residentes da Casa e a «abertura ao mundo».

Também a Eurodeputada e Vice-Presidente do Parlamento Europeu Maria João Rodrigues, o pianista Álvaro Teixeira Lopes, o violoncelista Paulo Gaio Lima e o maestro Cesário Costa, passaram pela Casa de Portugal, assim como as pintoras Isabel Pavão e Gracinda Candeias e vários professores universitários como Maria João Brilhante, António Pedro Vicente ou Arnaldo Saraiva.

A cerimónia terminou com uma atuação do pianista Álvaro Teixeira Lopes – que tocou no piano que ele próprio comprou, quando era residente na Casa de Portugal – e do filho Francisco Teixeira Lopes, à viola.

 

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