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Longe de ti

 

Sentir os teus lábios quentes

Deslizar sobre o meu corpo

E encostado o teu rosto

No regaço do meu peito

 

Ser instantes dum desejo

Ilusões à vida roubadas;

Pétalas de seda soltas

Cobrindo a minha alma

Vestida de sede de nós

 

Andar presa à tua procura

Nas ondas azuis a enrolar

Noutras terras, continentes;

Mar de sonhos embriagados

 

Procurar no tempo que passa,

Na nervura das palavras

No presente das ânsias

Coisas lembranças…

 

Encontrar, ainda espalhada

Sobre o meu corpo;

Essa espuma branca salgada

Sumida na areia da praia…

Longe de ti, longe do mar!

 

Olga Diegues

Paris 2 de fevereiro de 2017

 

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