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Fernando da Graça, o antigo proprietário da Galerie [in]Achevée, em Paris, onde foi lançado pela primeira vez o LusoJornal, em 2004, faleceu este domingo e vai ser enterrado esta tarde, às 14h00, em Évora.

Fernando da Graça nasceu em Évora (São Mansos) em junho de 1951, foi militante antifascista, membro da Luar e acabou por exilar-se em França onde integrou a Maçonaria francesa.

Era Presidente da Association des Commerçants Carré-Bastille, um bairro de Paris que conhecia bem. Foi aí que teve a Galerie [in]Achevée, onde vendia peças de Siza Vieira e também foi aí que abriu o restaurante Le Duplicata, que mais tarde passou a chamar-se O Paris-Lisbonne.

Mais do que um restaurante, era um espaço de tertúlias, onde aliás foi apresentada em Paris a candidatura de Maria de Belém à Presidência da República. Também foi ali que se reuniu várias vezes a Secção do Partido Socialista Português em Paris, dirigida por Aurélio Pinto, e de quem Franando da Fraça era próximo. Por ali se encontravam artistas e militantes portugueses, como era o caso da escultora e poetisa surrealista Isabel Meyrelles ou o jornalista Daniel Ribeiro, Diretor da Rádio Alfa que aliás deu a notícia esta manhã.

Mas o Paris-Lisbonne era também um espaço de promoção turística de Lisboa e de Portugal. “Não me dão nenhuma ajuda por isso” disse Fernando da Graça ao LusoJornal. “Sou eu que procuro as exposições que aqui mostro e procuro os desdobráveis que distribuo aos meus clientes”.

Os últimos anos foram difíceis para Fernando da Graça, porque lhe faleceu a mulher, médica, e porque ele próprio se debateu durante alguns anos com uma doença grave. Foi por isso que decidiu mudar-se para Évora, onde faleceu este domingo num hospital da cidade. Deixou duas filhas e um filho.

 

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