Lusa | Miguel Pereira da Silva

PCP diz que venda do Novo Banco é o “desfecho de um processo de assalto aos recursos” do país


O PCP defendeu esta semana que a venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE consuma um “rombo superior a sete mil milhões nas contas públicas” e “representa o desfecho de um processo de assalto aos recursos nacionais”.

“A venda do Novo Banco pela Lone Star aos franceses do BPCE ontem concluída representa o desfecho de um processo de assalto aos recursos nacionais para tapar os buracos da corrupção e gestão danosa do Novo Banco e de favorecimento de especuladores, de fundos de investimento e do grande capital nacional e estrangeiro”, escreve o partido, num comunicado enviado à comunicação social.

O PCP considera inaceitável que o Governo tenha permitido a venda, defendendo que o Estado, que detém 25% do capital do banco através do Fundo de Resolução, sai prejudicado “para favorecer o grande capital estrangeiro”: a Lone Star, que “embolsou quase 5 mil milhões de euros”, e os franceses do BPCE, que fica com um banco que registou mais de 820 de milhões de euros de lucros em 2025 e mais de 200 milhões no primeiro trimestre de 2026.

Os Comunistas dizem que estar em causa um “rombo superior a 7 mil milhões nas contas públicas” e associam ainda este processo à “estratégia de concentração bancária promovida pela UE”, alertando que a maioria das instituições bancárias do país “foram entregues às mãos de capital estrangeiro”.

“Um elemento que, articulado com a ausência de soberania monetária do País, constitui um entrave ao desenvolvimento nacional, ao investimento público e privado, e um importante sorvedouro de recursos nacionais – sobre as famílias, empresas e Estado – para o capital financeiro e para fora do país”, defende o partido, que pede ainda uma política alternativa de crédito, centrada no reforço da banca pública e da soberania nacional.

A Nani Holdings, detida pela Lone Star Funds, anunciou ter concluído “com sucesso” a venda da sua participação maioritária no Novo Banco ao grupo francês BPCE, que irá agora “apoiar o desenvolvimento a longo prazo” do banco português.

“O Novo Banco passará a operar como parte do BPCE, beneficiando da escala, da experiência e dos recursos de um dos maiores grupos bancários da Europa para apoiar o seu crescimento contínuo e desenvolvimento a longo prazo”, refere em comunicado.

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