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Uma petição a reivindicar o ensino “de qualidade e gratuito” da língua portuguesa no estrangeiro foi ontem formalmente entregue na Assembleia da República, depois de ter reunido mais de 4.500 assinaturas.

A revogação da propina no ensino de português no estrangeiro é uma das reivindicações do documento, informaram os signatários, em comunicado enviado à Lusa.

A petição “Português para Todos – Pelo direito das nossas crianças e jovens a um Ensino de Português no Estrangeiro de qualidade e gratuito” pede também que estrangeiros e portugueses residentes fora do país tenham políticas diferenciadas no ensino da língua.

“Pretende-se que cada um dos públicos-alvo referidos tenha as suas próprias políticas de ensino de português, nomeadamente com uma resposta institucional adequada”, exigem os peticionários, na nota divulgada.

No documento é também reclamado que os Portugueses residentes fora da Europa “deixem doravante de serem excluídos deste processo educativo, com o alargamento da rede do Ensino de Português no Estrangeiro para crianças portuguesas e lusodescendentes a residir fora do velho continente”.

“Portugal e Suíça foram os países que mais contribuíram respetivamente com mais de 1.000 e 800 assinaturas. A Bélgica superou as 500 assinaturas enquanto que a Argentina, França e Alemanha obtiveram mais de 300 assinaturas cada. Destaque ainda para o Reino Unido, Andorra e Luxemburgo que praticamente alcançaram as 200 assinaturas. Suécia, Estados Unidos da América, Espanha, Venezuela, Canadá e demais 36 países de 5 continentes também contribuíram grandemente para que a petição pudesse ser apresentada ao Parlamento” explicou o Conselheiro das Comunidades Pedro Rupio, Presidente do CCP / Europa ao LusoJornal.

Na semana passada, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou a segunda versão de um diploma que altera o direito de petição, aumentando de 4.000 para 7.500 o número de assinaturas necessárias para que estas iniciativas sejam discutidas em plenário.

 

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