A indústria portuguesa da defesa e das tecnologias marítimas vai marcar presença na EuroNaval Paris 2026, considerada a maior feira mundial dedicada à defesa naval, que decorrerá entre 3 e 6 de novembro, no Parc des Expositions de Paris Nord Villepinte. A participação nacional reunirá cerca de uma dezena de empresas e entidades tecnológicas, num momento em que a inovação ligada ao setor marítimo e da segurança assume uma importância crescente no panorama internacional.
A delegação portuguesa estará concentrada maioritariamente no Pavilhão Nacional organizado pelo AED Cluster Portugal – Aeronautics, Space and Defence, instalado no Hall 6, Stand K100. O cluster, que reúne mais de 170 entidades ligadas aos setores aeronáutico, espacial e da defesa, assume novamente o papel de coordenador da presença portuguesa num dos mais importantes encontros mundiais da indústria naval e marítima.
A EuroNaval Paris 2026 apresenta-se como uma plataforma privilegiada para a promoção das tecnologias navais do futuro, congregando grandes grupos industriais, pequenas e médias empresas inovadoras, centros tecnológicos e start-ups de todo o mundo. Entre os domínios em destaque encontram-se os navios e embarcações militares, as infraestruturas navais, os sistemas aéreos, os drones, a robótica, a propulsão, a energia, as comunicações, a guerra eletrónica e a ciberdefesa.
A representação portuguesa evidencia a diversidade e a capacidade tecnológica da indústria nacional. Entre os expositores integrados no pavilhão do AED figuram empresas como a BlueOasis, especializada em inteligência oceânica baseada em inteligência artificial e monitorização subaquática em tempo real; a Cablotec, reconhecida pelas suas soluções de conectividade para aplicações industriais e militares; a EID, uma das principais empresas portuguesas de sistemas de comunicações, comando e controlo para a defesa; a Navictus, dedicada ao desenvolvimento de embarcações autónomas para missões de segurança e vigilância marítima; a Neptune Defence, que aposta em plataformas navais tripuladas e não tripuladas produzidas em materiais compósitos; a PIEP, centro de inovação ligado à Universidade do Minho; a TecnoVeritas, especializada em soluções de engenharia, gestão energética e tecnologia marítima; e ainda a Avancee Software e a GMV, com competências nas áreas do software crítico e dos sistemas aeronáuticos.
Em destaque estará também a Tekever, uma das empresas portuguesas mais internacionalizadas no domínio da tecnologia de defesa, que participará individualmente no certame. A empresa tem vindo a afirmar-se no desenvolvimento de sistemas autónomos apoiados por inteligência artificial e soluções avançadas para os setores aeroespacial e da vigilância.
O catálogo da delegação portuguesa evidencia ainda a forte aposta nacional em áreas como a autonomia marítima, os sistemas não tripulados, as comunicações seguras, os materiais avançados, a monitorização oceânica e a digitalização dos processos industriais, demonstrando a crescente capacidade de Portugal para competir em mercados tecnologicamente exigentes.
No âmbito da participação portuguesa, o AED Cluster Portugal promoverá um encontro de networking no dia 4 de novembro, às 11h00, no Stand K100, iniciativa para a qual os profissionais do setor estão convidados. O objetivo passa por reforçar contactos institucionais e empresariais, criar oportunidades de negócio e dar visibilidade às competências da indústria portuguesa junto de parceiros internacionais.
A presença nacional na EuroNaval Paris 2026 confirma o posicionamento crescente de Portugal nas áreas da defesa, da segurança marítima e das tecnologias oceânicas, setores nos quais as empresas portuguesas têm vindo a conquistar reconhecimento internacional através da inovação, da especialização tecnológica e da capacidade de exportação.







