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Primeiro romance de Luísa Semedo foi apresentado na Livraria Portuguesa e Brasileira

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A Livraria Portuguesa e Brasileira de Paris foi o palco escolhido para a apresentação do primeiro romance de Luísa Semedo, filósofa, Conselheira das Comunidades Portuguesas e ativista contra a homofobia, o racismo, a discriminação e a violência contra as mulheres. O livro chama-se “O Canto da Moreia”.

“Obrigado por terem vindo assim tão numerosos” disse na sua introdução Michel Chandeigne, o proprietário da livraria. “Gosto de ver a casa assim cheia e é isto que nos motiva para mantermos aberta a única livraria ibérica de Paris”.

O livro foi apresentado por Dominique Stoenesco, antigo professor de português – e potencial tradutor desta obra para francês -, e pelo escritor Nuno Gomes Garcia. Curiosamente, os três são colaboradores permanentes do LusoJornal.

Dominique Stoenesco fez uma longa apresentação da obra, referindo-se a outras obras, situando referenciais em Cabo Verde, de onde é originária Luísa Semedo, mesmo se nunca esteve no país do pai.

Na livraria estava um público de amigos da autora, portugueses e caboverdianos, como por exemplo o escritor Luiz Silva, o psicólogo Manuel Santos Jorge, a advoga Gracinda Maranhão, o ativista político e também Conselheiro das Comunidades Raul Lopes, o antigo Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Paris Joaquim Sousa, a Porta-voz dos emigrantes lesados do BES Helena Esteves, a Diretora executiva da associação Cap Magellan Luciana Gouveia ou ainda a presente da Coordenação das Coletividades Portuguesas de França (CCPF), Marie-Hélène Euvrard.

Luísa Semedo é professora universitária, mas trabalhou precisamente na CCPF e na Santa Casa da Misericórdia de Paris. Para além disso, foi presidente da associação AGRAFr dos licenciados portugueses em França, e foi candidata às eleições legislativas de 2015, na lista do Partido Socialista, sendo até agora a suplente do Deputado Paulo Pisco, apesar de se ter demitido do PS.

Nuno Gomes Garcia explica que “aquilo que me fascinou mais nesta obra não é tanto a história, que é belíssima, que é dura, que fala da solidão, de um homem que perdeu as raízes, e é muito forte por causa disso, mas o que mais me impressionou é a sua atualidade e a sua pertinência em Portugal, neste momento” diz ao LusoJornal. “Portugal está num período de transição, um período de charneira entre uma geração afrodescendente distante e uma geração afrodescendente mais ativa”. Aludindo até ao facto de nestas últimas eleições Legislativas terem sido eleitas para o Parlamento, três mulheres afrodescendentes. “Não são as primeiras, mas são mulheres que assumem a sua condição de representar também – não só, espero eu – uma minoria que tem sido, de certa forma, desprezada pela população portuguesa. Desprezada é possivelmente forte demais, mas percebe-se o que quero dizer”.

Luísa Semedo já escreveu um livro de contos, que recebeu aliás o Prémio Eça de Queirós Ilustração, e prevê agora escrever uma trilogia que devia chamar-se “Os Caminhantes Solitários” até porque a autora explica que o seu livro preferido é “Os devaneios do caminhante solitário” de Jean-Jacques Rosseau. “Um personagem deste livro vai ser o personagem principal no livro seguinte e um outro personagem aqui vai ser o personagem principal do terceiro livro”.

Ficamos pois com a promessa de virem aí, pelo menos, mais dois romances de Luísa Semedo.

 

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