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O Memorial da Shoah, em Paris, representado pelo seu Diretor Jacques Fredj e o Ministério português da Educação, representado pelo Diretor-Geral da Educação, José Vítor Pedroso, assinarão, em Lisboa, na próxima terça-feira, dia 19 de setembro, um Protocolo de cooperação que visa explicitar as diferentes ações que o Memorial da Shoah e o Ministério da Educação realizarão conjuntamente sobre a história e a memória do Holocausto e, ainda, definir o seu contexto formal.

Estas ações têm por objetivo elaborar recursos pedagógico-didáticos orientados para o ensino, para a memória e a investigação sobre o Holocausto e organizar atividades de formação contínua de professores sobre este tema.

«O estudo do Holocausto é, atualmente, um dever europeu comum, que se inclui numa necessária abordagem dos genocídios, com o objetivo de contribuir para a prevenção dos extermínios em massa e dos crimes contra a humanidade, de promover os direitos humanos e os valores da tolerância e da solidariedade» diz uma nota de imprensa da Embaixada de França em Lisboa.

Em Portugal, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto são temas de aprendizagem, de forma aprofundada, nos programas das disciplinas do currículo escolar nacional, em particular, nos programas oficiais de História, nos ensinos básico e secundário.

O estudo do Holocausto está igualmente abrangido por outras disciplinas do currículo escolar português e insere-se no âmbito da dimensão transversal da Educação para a Cidadania – Educação para os Direitos Humanos.

O Memorial da Shoah é um museu e, também, um centro de investigação e de documentação sobre o Holocausto, único na Europa. O Memorial da Shoah tem por vocação estudar e ensinar a história do Holocausto, assim como aprofundar a reflexão e o conhecimento dos genocídios e dos crimes contemporâneos contra a humanidade. É um espaço de encontro para historiadores, investigadores, formadores e outros públicos interessados.

Simultaneamente, o Ministério da Educação estabelece parcerias com entidades responsáveis pela formação contínua de professores dos ensinos básico e secundário.

«O Memorial da Shoah e o Ministério português da Educação acreditam contribuir, através de um melhor conhecimento da história do Holocausto, para a prevenção da discriminação, do racismo e do antissemitismo. Estão também cientes da importância da transmissão do conhecimento, da preservação da memória das vítimas e da educação das futuras gerações, de modo a prevenir o ressurgimento de acontecimentos idênticos» diz a nota da Embaixada de França. «O Memorial da Shoah e o Ministério da Educação partilham a vontade de desenvolver intercâmbios entre os dois países, Portugal e França, em matéria de memória, de educação e de investigação sobre o Holocausto, com a convicção de que esta cooperação entre as duas instituições contribuirá, tanto em Portugal, como em França, para um melhor conhecimento do extermínio dos judeus da Europa, mas também das políticas de perseguição implementadas pelos nazis e seus colaboradores relativamente a outras minorias».

 

 

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