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Acaba de sair do forno o número 60 da revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, dirigida por Regina Dalcastagnè, professora e pesquisadora da Universidade de Brasília. O presente número traz um excelente dossier intitulado “Literatura e Ditadura”, coordenado pelas professoras Rita Olivieri-Godet (Universidade de Rennes 2/IUF) e Mireille Garcia (Universidade de Rennes 2).

Todos os artigos podem ser lidos em PDF através do seguinte link: https://periodicos.unb.br/index.php/estudos/issue/view/1995

Na apresentação do dossier, ao evocar o contexto brasileiro, “no qual ecoam os gritos que pedem a volta à ditadura, reativando os fantasmas do totalitarismo”, as autoras salientam que “na contramão dessa tendência, uma parcela significativa da produção artística e literária brasileira vem se dedicando a reacender a memória de um tempo de sombras de onde emergem os espectros da violência para nos aterrorizar no presente. O campo literário participa desse trabalho de questionamento e revisão histórica, denunciando a herança da violência no quotidiano, contribuindo, dessa maneira, para transformar o cenário simbólico”.

O sumário da revista conta com as seguintes colaborações: “O corpo expropriado: Bernardo Kucinski – Diário de uma perda”, de Ettore Finazzi-Agrò; “Monumentos precários: luto (im)possível e lápides de papel em K.: relato de uma busca”, de Marianna Scaramucci; “Estilhaços da memória no pântano da história: Noite dentro da noite, de Joca Reiners Terron”, de Rita Olivieri-Godet; “Fronteiras e esquecimento: Noite dentro da noite”, de Joca Reiners Terron Checchia; “A resistência, de Julián Fuks, uma narrativa de filiação”, de Eurídice Figueiredo; “Exílio da ditadura na ficção brasileira da geração pós-memorial: a perspetiva e a estética dos filhos”, de Ilana Heineberg; “Da ocultação à memória difratada: a escrita da resiliência em Palavras cruzadas, de Guiomar de Grammont”, de Leonor Lourenço de Abreu; “Mea culpa e autopunição. O colaboracionista em Não falei, de Beatriz Bracher, e o desertor em Azul-corvo, de Adriana Lisboa”, de Karina Marques; “A dupla cicatriz: a ditadura brasileira e a vocalização feminina da memória traumática de Ana Maria Machado”, de Roberto Vecchi e Alessia Di Eugenio; “A arte como refúgio: intertextualidade, espaço e (imagi)nação em “Aqueles dois”, de Caio Fernando Abreu”, de Jacob Brown; “Leitura de Retrato calado, de Luiz Roberto Salinas Fortes: aproximações benjaminianas”, de Pedro Penhavel.

Além destes artigos, a revista apresenta duas resenhas: “Bernardo Kucinski – A nova ordem”, de Carlos Wender Sousa Silva e “Eduardo Reina – Cativeiro sem fim”, de Rodrigo Simon de Moraes.

 

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