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O português Rui Pinto, responsável pela divulgação de documentos sobre o futebol mundial, o caso ‘Football Leaks’, está a gerir tensões entre Portugal, a França e vários países europeus.

O Eurojust, organismo da União Europeia que promove a luta contra a criminalidade organizada, reuniu-se em Haia, na Holanda, com a presença de 10 procuradores de vários países. Esta reunião teve o ‘Football Leaks’ e o presumível ‘hacker’ Rui Pinto como temas centrais.

A reunião deixou aparecer divergências entre Portugal e outros Estados europeus quanto aos dados divulgados pelo presumível pirata informático.

Jean-Yves Lourgouilloux, procurador francês presente na reunião do Eurojust, admitiu que Rui Pinto forneceu doze milhões de documentos, e revelou que cerca de dois milhões de documentos podem ser utilizados em investigações em vários países.

No entanto a França e vários países europeus estão preocupados com o facto da Justiça portuguesa poder complicar as investigações, no âmbito das acusações de que Rui Pinto é alvo no seu país natal.

A Justiça portuguesa quer extraditar Rui Pinto para o julgar por tentativa de extorsão e cibercrime. As autoridades francesas receiam que isso venha a resultar na destruição de documentos importantes que o presumível pirata informático ainda tem na sua posse.

Jean-Yves Lourgouilloux, procurador francês, afirmou ainda que Rui Pinto apenas transmitiu 10% dos documentos que tem na sua posse, não se sabendo o que contêm os 90% que restam. O procurador francês frisou que estes documentos podem ser utilizados por vários países europeus para recuperar milhões de euros.

 

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