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O satélite europeu Cheops, que vai estudar planetas fora do Sistema Solar, tem participações portuguesa e francesa, foi lançado por um foguetão russo Soyuz-Fregat a partir da base europeia de Kourou, na Guyane Française, território francês.

O lançamento esteve previsto para terça-feira, mas foi adiado devido a uma falha nos sistemas de controlo.

O Cheops, que integra um telescópio espacial, é a primeira missão da Agência Espacial Europeia (ESA) dedicada ao estudo de planetas extrassolares, em colaboração com 11 países, incluindo Portugal e França, que integra a coordenação da missão através do astrofísico Nuno Santos, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

A missão, que tem a duração de três anos e meio, conta igualmente com o contributo das empresas portuguesas Deimos, responsável pelos sistemas de processamento de dados, e FreziteHP, que produziu o isolamento térmico do satélite.

O Cheops (CHaracterising ExOPlanet Satellite, Satélite Caracterizador de Exoplanetas) permitirá aos cientistas medirem a massa e o raio destes planetas e o tempo que demoram a orbitar a sua estrela.

O engenho está decorado com duas placas metálicas onde estão gravados vários desenhos feitos por crianças, incluindo de 88 portuguesas.

 

A liderança portuguesa

O Cheops tem como objetivo principal a observação de estrelas brilhantes e que já sejam conhecidas por terem exoplanetas na sua órbita. O satélite está equipado com instrumentos que permitem a monitorização de alta precisão do brilho de cada uma destas estrelas, com os cientistas a procurarem sinais indicadores do “trânsito” à medida que um planeta passa na face da estrela, o que permitirá medir o raio dos planetas. No caso dos planetas com massa já conhecida, será avaliada a densidade, podendo fornecer informações sobre a sua estrutura interna.

Uma vez lançado ao espaço, o Cheops estará disponível para observar a lista de exoplanetas definidos pela equipa científica da missão, composta por investigadores associados ao consórcio e que terão acesso a 80% do tempo de observação do satélite, que tem prevista uma missão de três anos. É aqui que entra o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e a Deimos Engenharia.

Além do sistema de planeamento o IA e a Deimos desenvolveram o arquivo e o sistema de disseminação de dados e de catalogação de todas as informações que foram recolhidas das várias estrelas para que possam estar disponíveis para a comunidade científica atual e futura. Foram ainda responsáveis por parte significativa do sistema de redução e análise de dados.

A equipa científica do Cheops conta ainda com a presença dos investigadores Susana Barros, Sérgio Sousa e Olivier Demangeon, também eles investigadores do Instituto de Astrofísica, que atualmente conta com uma equipa de mais de 20 investigadores e estudantes de doutoramento a trabalhar em exoplanetas.

A participação portuguesa na missão espacial Cheops encerra-se com a presença da LusoSpace. A startup especializada na indústria do Espaço foi responsável pelo fornecimento de dois magnetómetros – sistema usado na medição da força e direção do campo magnético da terra – que serão usados na navegação do satélite.

Com Portugal Space

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