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Cultura

 

 

O tema “Carte Postale de La Lys” do cantautor Dan Inger dos Santos, foi interpretado no III Concerto solidário da Liga dos Combatentes, no passado dia 9 de abril, no Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia. A interpretação esteve a cargo do tenor Jorge Barata, acompanhado à viola clássica por Augusto Pacheco e ao piano por David Silva.

No centenário da Liga dos Combatentes, este concerto foi igualmente uma evocação da Batalha de La Lys, que assinalou este ano 104 anos (9 de abril de 1918), e o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante António Silva Ribeiro, assistiu ao concerto, assim como tinha assistido às cerimónias evocativas da Batalha de La Lys, uma semana antes, no Cemitério militar português de Richebourg e junto ao Monumento ao soldado português em Richebourg.

Estiveram igualmente presentes no evento, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves e o Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Chito Rodrigues, entre outras entidades.

A apresentação do evento esteva a cargo de Isabel Martins do Museu do Combatente, em Lisboa, e o valor angariado neste concerto solidário reverteu a favor das vítimas e refugiados da Ucrânia.

“Este III Concerto Solidário, promovido pela Liga dos Combatentes, exprime a vossa grandiosidade e respeito pelo próximo. Mas, deixem-me recuar no tempo para um contexto difícil e complexo, e lembrar os nossos bravos guerreiros, onde dignificaram o nome de Portugal, numa batalha jamais esquecida, que todos os anos se soleniza, pela forma como marcou a alma portuguesa, a Batalha de La Lys!” escreveu o Presidente da República numa mensagem enviada para a Liga dos Combatentes. “Desde então, em diversos lugares, outrora considerados seguros, tivemos valentes patriotas, em que o Presidente da República e o Comandante Supremo das Forças Armadas respeita e presta sentida homenagem a todos aqueles que se sacrificaram, para defender e representar Portugal”.

“Confrontados com a incerteza, surge o regresso da guerra, a este velho continente, mais propriamente na Ucrânia, em que se marca uma viragem na estabilidade e estabelece acrescidas exigências a esta Europa ameaçada. Todos sabemos que se vivem dias perturbadores. Mas, temos que ter fé e esperança. Acreditem que a paz não é uma visão utópica. É uma realidade que deve ser responsabilidade de todos e se constrói diariamente, alicerçada por princípios e valores” diz Marcelo Rebelo de Sousa. “A vossa simples participação, neste concerto solidário, em que todos nos associamos, como forma de consideração, ao sacrífico que o povo ucraniano está a sentir, é um sinal de respeito pelos valores e direitos humanos. Esta Europa em sofrimento, não nos deve fazer abdicar de um mundo melhor e livre. Hoje, como em tempos, temos de ultrapassar as dificuldades e alcançar o que nos move, a vitória da paz. Assim, consigamos nós refletir coletivamente, em consciência, e dirigir uma palavra de reconhecimento e conforto aos que já sofreram e aos que ainda sofrem no cumprimento do dever”.

 

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