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VI Festival português de folclore no Luxemburgo, com três agrupamentos idos de França

LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes

Foi a VI edição de um bom Festival de folclore, ocasião maior para assinalar também seis anos de vida e atividade continuada! Um aniversário celebrado com muito orgulho, num verdadeiro hino às tradições, aos usos e costumes. De facto, o Cancioneiro do Alto Minho do Luxemburgo já nos habituou à vivência de notáveis momentos de lazer, de convívio e de festa. Bem necessários em meio imigrante, onde tantas vezes sentimos e vivemos o adverso à nossa identidade, ao que somos e temos. Por isso, estes encontros tornam-se ainda mais desejados, agradáveis, fascinantes e sobretudo oportunos.

O Cruzeiro colocado no centro do estrado dava o mote para a prazenteira festa, do Folclore, do Traje e da Etnografia. Induzidos por um espírito de cooperação realizaram, um trabalho fantástico, com o namoro como pano de fundo! Seis Grupos convidados, três dos quais vindos de França.

O Grupo folclórico Terras do Minho de Kremlin-Bicêtre, região de Paris, com mais de três décadas de existência demonstrou toda a sua vitalidade, numa digna representação da região Alto Minhota, com particular orgulho no trajar.

O Juventude e Raízes de Portugal de Chatenay-Malabry, também da região de Paris, a confirmar uma tradição, com mais de trinta e cinco anos de atividade continuada. Jacqueline dos Santos é o rosto deste grupo, que fundou e do qual continua a ser Presidente!

O Centro Cultural Português de Rombas, da Vallée de l’Orne, veio da Moselle, vizinhos e amigos. Também representam o Minho e teimam em continuar a preservar a cultura e tradições de Portugal.

Ali se juntaram os sete Ranchos participantes: da Suíça, de França e do Luxemburgo. Expressiva representação da diversidade do folclore nacional. O grupo anfitrião que abriu a tarde de folclore saudou os grupos convidados e o numeroso público presente.

As deslocações e atuação continuam a ser de caráter recíproco e de intercâmbio, habitual neste género de iniciativas e cooperação; o amor à causa supera tanta coisa, porque o mais importante, dizem “é estar, com e para as pessoas; proporcionando assim, momentos únicos saboreando daquilo que temos mais genuíno”!

Umberto da Silva, um dos fundadores, atual Presidente e ensaiador, não escondia a sua satisfação. Também por ter criado à sua volta uma fantástica equipa de trabalho; o sucesso foi de todos e cada um, desde a mais alta responsabilidade à mais pequena tarefa de rotina… A emoção cresceu ainda mais quando, em uníssono, se cantou o “Rio Lima és Encanto”, num comovente louvor a tudo o que ali se viveu, deslumbrante tarde de namoro com a tradição, a gastronomia, a estima e amizade! Sem esquecer a destreza e o bom servir, da equipa feminina na cozinha, sala e bar! Todos consagrados numa grande iniciativa, saudável e divertida tanto, que o Cancioneiro apregoa, defende e promove: “Que a nossa cultura, as nossas tradições e o folclore estejam presentes nas vossas vidas”.

Tudo isto nos leva a expressar uma preocupação que também é desejo: que pena estes Ranchos e Festivais não serem devidamente apoiados pelas nossas autoridades da área cultural, por via de mecanismos ligados à Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas! Com pequenos incentivos, comparticipação e arrimo nos diversos encargos e responsabilidade. Alguém imagina o investimento feito, para a criação e a manutenção destes grupos, de uma excelente qualidade? Alguém pensou nos seus encargos financeiros, para além de outras ajudas pontuais, indispensáveis para assegurar, com êxito e razão de ser, os objetivos a que se propõem?

Claro que são fantásticos os festivais de folclore; porque reúnem e fazem convergir para os valores da tradição; porque transmitem alegria verdadeira; porque proporcionam empregar saudavelmente os tempos livres; porque são o fruto da nossa identidade comum… Todas essas e outras razões merecem muito mais que os calorosos aplausos, que atestam a preferência, o trabalho e a dedicação, de toda essa gente.

Seria conforme, justo e de bom grado que, a tudo isso, se juntasse o reconhecimento traduzido num suporte financeiro adequado, por pequeno que fosse. Primorosa ajuda a quem merece, também pelo que desenvolve e representa, toda essa envolvente cultural, na Diáspora portuguesa. Aqui fica a dica, também direcionada para os responsáveis culturais e associativos, que devem, por sua vez, procurar esse género de cooperação, junto das diversas instâncias, que possam responder positivamente a um qualquer pedido, devidamente fundamentado.

O VI Festival de Folclore Português, marcado por um grande sucesso terminava como tinha começado: em verdadeira apoteose! Os parabéns repartem-se por todos e são extensivos aos grupos convidados, ao magnífico público presente, ao fotógrafo num trabalho de muita qualidade, ao Cantinho do Folclore, na sua cuidada retransmissão em direto, aos que trabalharam anonimamente. Ninguém ficou de fora na realização de mais um festival. Que fica na vida e na história da gente!

 

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