Lusa / Paulo Novais

Primeira fase do concurso: Das 3.975 vagas, apenas 406 lusodescendentes ingressaram no Ensino superior em Portugal


406 estudantes conseguiram colocação no ensino superior em Portugal, na primeira fase do acesso, no contingente prioritário para emigrantes e familiares, e lusodescendentes, correspondendo a mais 33,6% do que no ano passado.

Existem 107.598 vagas para o ingresso no ensino superior em Portugal no ano letivo 2026/2027, somando licenciaturas e mestrados integrados das instituições públicas e privadas. Este total representa um aumento de 2.882 vagas face ao ano anterior. Mas se olharmos apenas para o Regime Geral de Acesso no ensino superior público, foram fixadas 56.790 vagas, mais 834 do que em 2025.

Por Lei, os emigrantes e lusodescendentes dispõem de uma cota de 7% para entrarem no ensino superior em Portugal, o que corresponde a 3.975 vagas. Por isso, apenas pouco mais de 10% dessas vagas foram ocupadas.

Segundo dados oficiais do Instituto para o Ensino Superior (IES), divulgados na sexta-feira à noite, foram colocados 1.625 estudantes carenciados, beneficiários de escalão A de ação social escolar (ASE). A maioria ingressa agora na universidade através do contingente prioritário criado em 2023, e utilizado este ano por 1.252 dos mais de 1.600 colocados.

Além do contingente prioritário para os estudantes mais pobres, foram colocados 266 alunos através do contingente para candidatos com deficiência, mais 75% face ao ano passado.

No contingente prioritário para emigrantes e familiares, e lusodescendentes foram então colocados 406 estudantes (mais 33,6%).

Aumentaram igualmente os estudantes colocados no contingente prioritário para militares (mais 85%) e através da preferência regional (17%) e habilitacional (mais 100,6%), para candidatos a cursos politécnicos que fizeram o secundário numa via profissionalizante, artística e tecnológica.

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