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Artista portuguesa Sandra Rocha está exposta no coração de Paris

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A exposição “Visages de L’Europe” que está exposta à volta da Torre de Saint Jacques, em Châtelet, na capital francesa, reúne fotografias de vários artistas europeus, desafiando cada um a mostrar as diferentes caras do velho continente.

A artista portuguesa Sandra Rocha, com apoio do Instituto Camões, faz parte desta iniciativa com três fotografias que representam mulheres. A exposição é ao ar livre e foi inaugurada pelo Conseiller de Paris, Hermano Sanches Ruivo, na presença do Embaixador de Portugal em França.

O LusoJornal falou com a Açoriana Sandra Rocha sobre a importância desta exposição e o significado de cada fotografia.

 

O que representa estar presente nesta exposição?

A importância é participar, num evento europeu, porque acho que a Europa precisa de se lembrar do que é a Europa hoje em dia. O outro lado é a oportunidade de mostrar o meu trabalho num sítio onde nunca terei tanta gente a ver as minhas fotografias, e de poder representar o meu país.

 

Como surgiu a oportunidade para estar presente?

A iniciativa partiu do Diretor do Instituto Camões que conhece o meu trabalho há muito tempo, e também pelo facto de viver em Paris. Eu e o João Pinharanda escolhemos as três fotografias. Escolhemos três fotografias de adolescentes porque eu costumo trabalhar com adolescentes e escolhemos os Açores para marcar de onde venho e por haver uma certa coerência numa amostra que tem três fotografias. Queríamos dar este lado natural e exótico de Portugal que passa pelos Açores neste caso.

 

Os quatro elementos estão representados nas três fotografias?

Os quatro elementos fazem parte do meu trabalho. A nossa relação com a natureza e a forma como nos relacionamos com esses quatro elementos que fazem com que tudo exista.

 

É também uma maneira de fazer a promoção dos Açores?

É bom que os Açorianos vejam que não é só de cartazes turísticos que a boa promoção pode ser feita. A cultura também pode ter um papel essencial.

 

As três fotografias têm como protagonistas quatro mulheres…

Eu trabalho muito o feminino, não o feminismo, o feminino. E a forma como o nosso corpo se relaciona com o natural. Os corpos das adolescentes que ficam ali entre não ser já uma coisa e ainda não ser outra, são a minha fonte de inspiração.

 

A natureza também está presente…

A natureza interliga-se com as pessoas porque as pessoas algumas vezes não veem a natureza.

 

Como decidiu seguir a via da fotografia?

Eu sabia que queria fazer qualquer coisa que tivesse uma expressão artística. A fotografia chegou quando já tinha 20 anos e achei que era mais fácil dominar a técnica fotográfica do que a pintura ou a escultura. Fui fazer uma escola de fotografia, abandonei o curso de biologia e depois tudo saiu bem. Os anos 90 eram uns anos fantásticos, tudo era mais fácil (risos).

 

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