Azul Nesse mar azul, Queria tanto mergulhar, Atingir a tua alma E dela disfrutar. E, esse mar azul, Que tanto pode mostrar! Imensidão que transborda, Reduzida a um olhar.
Fado Tentei esquivar-me, Fazer um drible, Ser livre. Alheia ao tema: Que pena! Agarrei na palavra, Sem convicção, Sem saber de nada, Sem direção! Tempos passados, De revolução. Conceitos atrasados, De rejeição. Mas o fado É
Dá-me a tua mão Eu, inocente, Dá-me a tua mão, Faço questão, Mas tu, indiferente, Florescente, Corres veloz, E eu, sem voz, Sem pernas para ti, Fico aqui. Eu, ciente,
O respeito Nasci descalça, Mas a sonhar Igualdade Liberdade Pairavam no ar! Não, a sonhar, não: Eu vi cravos! E a multidão. Unidade Fraternidade Mão na mão! Continuei descalça,
Família Nos campos lusitanos da minha infância, No emaranhado dos meus pensamentos Cresciam sonhos de exuberância Aos quais, pai e mãe, não estavam atentos! No passado fugidio da primária, Imensidão
Coração Notre Dame Se não tens o coração Notre Dame por mim, lanço-lhe chamas vermelhas dos meus confins, lavaredas de entontecer, ao fim da tarde, ao escurecer, para destruir a indiferença,
Sobrinha Queria que as tuas noites escuras fossem minhas, E pintar de luz as tuas entrelinhas, Para te aliviar, Sobrinha de encantar! Queria que as tuas dúvidas Fossem certezas, Para
Doce És como um doce, mas um doce para entoar, ou sussurrar, e que fosse como canção de embalar. És como um doce, um doce que colmataria como penso, quando
Introspeção Num acordar de inocências sem destreza, Nas gavetas da minha infância por sorrir, Pés descalços na pobreza Um amanhã que teimava não se abrir. Todo o desalinho do que
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