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“Parábola” vem do grego “parabolé”, que significa “comparação” e é o termo que utilizamos para definir aquelas pequenas histórias, geralmente extraídas da vida quotidiana, onde, por meio de uma comparação, o ouvinte é convidado a descobrir uma verdade ou razão moral.

«A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar?»

É com esta pergunta (que encontramos no Evangelho do próximo domingo, dia 13) que Jesus introduz duas das suas parábolas mais famosas.

A primeira é a do grão que germina e cresce por si só. A questão essencial não é o que o agricultor faz, mas o dinamismo vital da semente. Jesus ensina-nos que o Reino de Deus (a semente) é uma iniciativa divina e que o resultado final não depende (só) dos esforços ou da habilidade do homem.

A segunda parábola é a do grão de mostarda, onde Jesus propõe o contraste entre a pequenez da semente (um diâmetro aproximado de 1,6 milímetros) e a grandeza da árvore (pode atingir uma altura de 4 metros). Esta comparação sugere-nos que a semente do Reino (que pode parecer uma realidade pequena e insignificante) está destinada a crescer e a alcançar todos os cantos do mundo.

Estas parábolas propõem-nos ainda uma outra reflexão: Deus serve-Se de algo que é pequeno e insignificante aos olhos do mundo para concretizar os seus projetos de salvação e de graça em favor dos homens. As duas parábolas são um convite à esperança, à confiança e à paciência. Nos factos aparentemente irrelevantes, na simplicidade e normalidade de cada dia, na insignificância dos meios… é aí que se esconde o dinamismo de Deus!

 

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