“Caixa de ferramentas” para mapear as diásporas apresentada em Paris por perita da OIM

Comunidade

 

A “Caixa de ferramentas” conceptuais para fazer o mapeamento das diásporas foi apresentada por Larisa Lara, perita em comunidades transnacionais e comunicação digital da Organização Internacional das Migrações, na reunião da Subcomissão das Diásporas que se realizou esta quarta-feira, dia 7 de dezembro, em Paris e foi presidida pelo Deputado Paulo Pisco, no âmbito da reunião das Migrações, Refugiados e Pessoas Deslocadas do Conselho da Europa.

 

Larisa Lara apresentou a metodologia para tornar eficaz o mapeamento e referiu que tem vindo a ser testado em alguns países e já foi aplicada em cerca de 150 projetos em várias partes do mundo, podendo ser utlizado por Governos, organizações não governamentais e outras organizações.

Na abertura da audição, o Deputado Paulo Pisco referiu que o mapeamento das diásporas é uma das quatro recomendações constantes do seu relatório “Por uma Política Europeia para as Diásporas”, que foi aprovado em junho de 2021 no plenário da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, em Strasbourg, e que teve como orador principal o Diretor-Geral da Organização Internacional das Migrações, António Vitorino.

O mapeamento de uma diáspora consiste na recolha de informação estruturada e coesa sobre as suas características, para usar com determinados fins para a realização de projetos específicos ou para definição de políticas, podendo ser mais alargado ou restrito, dependendo dos objetivos.

Larisa Lara deu como um dos exemplos a identificação de médicos da Somália existentes na Finlândia para integrarem um projeto de apoio ao seu país de origem na prestação de cuidados de saúde e de transferência de conhecimento.

Mas o mesmo se pode aplicar em diversos outros domínios, na identificação de indivíduos ou entidades de uma diáspora nas artes, cultura, ciência, economia, desporto, política, entre muitos outros. Tal como se pode aplicar na identificação de empresas, associações ou órgãos de comunicação social, por exemplo.

O mapeamento das diásporas, devido à flexibilidade e adaptabilidade dos seus instrumentos de trabalho, poderá assim desempenhar um papel fundamental no apoio aos membros que a compõem e ser de grande utilidade tanto para os países de acolhimento como de origem, ao mesmo tempo que constituem um importante fator para a sua valorização.

Constitui, inquestionavelmente, uma forma de conhecer melhor uma determinada diáspora e de reforçar os laços com ela.

A identificação das características relacionadas com uma determinada diáspora para saber quem são e quantos são, onde estão, níveis de qualificações e profissão, as expetativas em relação ao país de acolhimento e de origem, entre outros elementos, constitui um instrumento fundamental para o desenho de políticas públicas mais robustas em benefício de todas as partes envolvidas.

 

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