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O Conselheiro das Comunidades portuguesas eleito na área consular de Bordeaux e Toulouse, António Capela, escreveu uma carta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva solicitando um Técnico de serviço social para o vice-Consulado de Portugal em Toulouse.

Esta não é a primeira vez que António Capela toma uma posição sobre esta questão. “Desde 2015, ano em que fui eleito para o atual mandato, que solicito insistentemente que seja equacionado o reforço do posto consular de Toulouse, com um Técnico de serviço social. Se até então já era essencial ter um Técnico de serviço social, que pudesse ter versatilidade para poder colaborar em diversas tarefas neste Vice-Consulado, neste momento torna-se absolutamente urgente esta colocação” escreve o Conselheiro das Comunidades na carta a que o LusoJornal teve acesso.

António Capela envio a carta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, com cópia para o Embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira, para o Diretor Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, Júlio Vilela, para o Vice-Cônsul de Portugal em Toulouse, Miguel da Costa, e para os dois Deputados eleitos pelo círculo eleitoral da Europa, Carlos Gonçalves e Paulo Pisco.

Numa primeira parte, o Conselheiro diz que tem “acompanhado atentamente o trabalho realizado por todas as instituições públicas no acompanhamento dos emigrantes. Noto que tem sido feito um trabalho de muito esforço, mas que outro tanto faltará até termos todos os Portugueses repatriados ou apoiados no estrangeiro, durante este período de crise sanitária”.

António Capela diz que tem recebido “dezenas, senão centenas de telefonemas” com situações e casos sociais, e acredita que “estes casos terão tendência a avolumar-se num futuro próximo”.

Segundo apurou o LusoJornal, os telefonemas que António Capela diz ter recebido prendem-se com “dúvidas sobre processos antecipados e acelerados de reformas em França; regressos de Portugueses para Portugal; Portugueses que preveem que possam perder o seu emprego nas próximas semanas ou meses; Portugueses que verão as suas empresas entrarem em falência e consequentemente terão eles próprios e os seus vários trabalhadores problemas (muitas empresas de portugueses em França têm na sua grande maioria trabalhadores portugueses); repatriamento de reclusos devido à crise sanitária, para Portugal (acompanhei recentemente um caso); acompanhamento de trabalhadores temporários e as suas problemáticas; ajuda na tradução e acompanhamento aos serviços públicos franceses (tramites legais a desenvolver)”.

Para o Conselheiro das Comunidades, justifica-se agora, mais do que nunca, a colocação de um Técnico de serviço social no vice-Consulado de Portugal em Toulouse para “colaborar e ajudar os milhares de Portugueses da região, a articular as informações das instituições francesas e portuguesas. É acima de tudo alguém especializado que conhece as legislações dos dois países, e em certa medida tem relações diretas e muitas vezes privilegiadas diplomaticamente com as instituições dos países onde se encontram ao serviço” diz no correio enviado ao Ministro. António Capela afirma mesmo que “é disto que os milhares de Portuguesas residentes na região consular de Toulouse necessitam com a máxima urgência”.

Em declarações ao LusoJornal, o Conselheiro das Comunidades diz que ainda aguarda resposta ao correio enviado.

 

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