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O jornalista Daniel Ribeiro, Diretor da Rádio Alfa diz que a rádio tomou a decisão de continuar a emitir em direto, apesar de alguns programas estarem a ser feitos pelos animadores, a partir de casa.

O também correspondente do jornal Expresso e antigo correspondente da Antena 1 em Paris, garante que a rádio está a fazer um trabalho “sem sensacionalismos e com muito rigor”.

 

Pessoalmente, como está a passar este período de confinamento?

Em casa. A trabalhar e a reparar que o Sol nasce todos os dias e que há pássaros e formigas em grande atividade.

 

Que alterações foram feitas na programação da rádio para se adaptar à situação?

A decisão da Rádio continuar em direto foi tomada pela Presidência e Direção-geral. Foi uma decisão acertada. Mais do que nunca devemos informar e acompanhar os nossos ouvintes e todos os lusófonos. Com solidariedade e rigor. E com as devidas precauções sanitárias, de forma a não haver demasiadas pessoas em simultâneo nas instalações. Graças a proezas técnicas conseguimos que alguns animadores fizessem a partir de casa alguns programas. No geral, a programação não foi muito alterada. Há até mais entrevistas de atualidade com informação e opinião, na rádio, do que antes da crise com o novo Coronavírus.

 

As novas tecnologias podem vir a mudar a forma de fazer rádio no futuro?

Podem e já tinham aliás alterado. É inevitável. A questão, no entanto, é como as utilizar nesta fase complicada da vida de toda a gente. E isso só os humanos sabem fazer.

 

De que forma a rádio Alfa aborda esta questão do Coronavírus? Como tem sido tratada a notícia neste contexto?

Com todo o devido destaque, sem sensacionalismos e com muito rigor. Com a função nobre de informar e de fornecer aos ouvintes e internautas todas as principais informações disponíveis.

 

Pessoalmente está preocupado com esta situação de pandemia?

Sim, claro. Mas o mundo já conheceu muitas outras. As epidemias deste género são sempre dramáticas. Neste momento é sobretudo preciso respeitar as recomendações das autoridades sanitárias. Só assim a venceremos, penso.

 

Quanto isto passar, o que espera no “novo mundo”?

Gostaria de ver um mundo mais simples e mais humilde perante a natureza. Mas não tenho grandes ilusões sobre o ser humano. Receio que todo o frenesi consumista regresse em força, até à próxima crise.

 

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