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O Embaixador de Portugal em Paris, Jorge Torres Pereira, aproveitou a entrega das insígnias da Ordem do Mérito a cinco Portugueses, na Embaixada de Portugal em Paris, para comemorar um ano da sua entrada em funções na capital francesa, em substituição do Embaixador Moraes Cabral.

Jorge Torres Pereira apresentou credenciais a Emmanuel Macron em dezembro de 2017. “O mais importante é nós estarmos efetivamente empenhados em fazer o nosso trabalho na dimensão de captação de investimento e, como digo, a existência de uma Comunidade empresarial portuguesa e de lusodescendentes vai ser muito importante nesse aspeto”, afirmou na altura o diplomata que tinha sido Embaixador de Portugal na China nos cinco anos precedentes. Jorge Torres Pereira acrescentou que “o mais importante é que as boas notícias – que representam uma relação entre Portugal e a França que está mais viva e mais dinâmica – se mantenham”.

Jorge Torres Pereira, tem 62 anos, foi Embaixador de Portugal na República Popular da China (2013-2017), em Banguecoque (2010-2013), Representante Permanente na Comissão Económica e Social para a Ásia e Pacífico e na Comissão Económica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico e Embaixador, não-residente, no Vietname, Camboja, Laos, Myanmar (antiga Birmânia) e Malásia.

Em Paris tem-se mostrado um Embaixador bem próximo da Comunidade portuguesa, como aliás tinham sido os Embaixadores António Monteiro e Francisco Seixas da Costa. Por isso, quer “institucionalizar” estes encontros anuais de “aniversário” para os quais convidou dirigentes associativos, empresários, agentes culturais e autarcas.

O primeiro ano foi para conhecer a riqueza e a diversidade da Comunidade” disse numa entrevista ao LusoJornal. E destacou as comemorações do Centenário da Batalha de La Lys que juntou os dois Presidentes da República no Cemitério Militar português de Richebourg. Mas destaca sobretudo “esta grande ressonância que eu senti, entre a Comunidade portuguesa e o que se passou há 100 anos atrás na Flandres”.

“Durante este primeiro ano, apercebi-me do dinamismo da Comunidade, não só o dinamismo associativo, que é bem patente nos eventos em que estive presente, mas também nas pessoas que integra e numa concessão de fazer avançar as coisas, que constatei”. Outro exemplo que destacou, foi o Salão do imobiliário e do turismo português em Paris. “Impressionou-me de uma forma geral que as novas circunstâncias, as boas notícias entre Portugal e a França, estão a ser devidamente aproveitadas pela Comunidade”.

O Embaixador de Portugal acredita que o facto de ter cerca de 1,5 milhões de Portugueses em França, contribui para melhor desempenhar a sua missão. “Em todas as circunstâncias em que eu me ocupo da relação com a França, eu sei que os meus interlocutores sabem simultaneamente, que eu não sou só o representante do Estado, não tenho só as boas notícias e a dinâmica do que se passa com a economia portuguesa neste momento e com o que se passa na sociedade portuguesa, mas tenho também este grande trunfo que é os meus interlocutores saberem que eu estou em relação com uma Comunidade que tem esta importância” disse ao LusoJornal. “Comunidade essa que tem sido muito útil, nomeadamente em tudo o que pode servir de ponte entre interesses económicos, entre empresas francesas que pretendem investir em Portugal e empresas Portuguesas que pretendem investir neste mercado, e encontramos sempre sistematicamente pessoas oriundas da Comunidades portuguesa que facilitam estes contactos e que tornam mais fácil o desenvolvimento do trabalho e dos diferentes projetos”.

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