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Exposição sobre Portugal na Grande Guerra patente ao público no Consulado de Portugal em Paris

LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira

A exposição “Portugal e a Grande Guerra”, foi inaugurada na sexta-feira da semana passada no Consulado Geral de Portugal em Paris e vai estar patente ao público durante as próximas semanas.

Na inauguração esteve o Presidente do Parlamento português, Eduardo Ferro Rodrigues, já que a exposição foi realizada pela Assembleia da República, e a historiadora Maria Fernanda Rollo, que a comissariou em 2014, antes de integrar o Governo de António Costa até início deste mês.

Acompanharam o Presidente da Assembleia da República nesta deslocação a Paris, os Presidentes das Comissões parlamentares dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, e da Defesa Nacional, Sérgio Sousa Pinto e Marco António Costa, respetivamente, assim como os Deputados Carlos Alberto Gonçalves e Paulo Pisco, eleitos pelo círculo da Europa.

Para o Embaixador de Portugal em Paris, Jorge Torres Pereira, o Consulado Geral de Portugal é o “sítio ideal” para mostrar esta exposição. “É aqui que são acolhidas centenas de Portugueses por dia, muito mais do que em qualquer outra instituição ou associação. É pois o sítio ideal para reforçar este binómio entre Comunidade portuguesa e participação de Portugal na I Guerra Mundial”

Até porque Jorge Torres Pereira lembrou que “há uma importante Comunidade portuguesa em França” e que, há 100 anos começou precisamente esta vaga de emigração: “uns chegaram para trabalhar, outros para combater os alemães”.

O Embaixador de Portugal referiu que “os emigrantes dos anos 60 talvez não se tenham apercebido do fio que se constituiu desde 1916, mas sacralizaram a Batalha de La Lys. A relação entre Portugal e a França terá de ter sempre em conta este mito fundador da Comunidade portuguesa em França”.

A exposição comissariada por Maria Fernanda Rollo, esteve patente na Assembleia da República, em Lisboa, de 8 de outubro a 30 de dezembro de 2014, por ocasião do centenário do início da I Guerra Mundial. Depois circulou pelo país até que em abril deste ano foi feita uma versão em francês, que foi exposta na Mairie de Lille, aquando das comemorações oficiais do Centenário da Batalha de La Lys.

“Pensámos que era também importante lembrar em Paris o contributo português para a vitória dos Aliados” disse Ferro Rodrigues. “Lancei esta ideia ao Dr. Rui Costa, aqui presente, Diretor dos serviços culturais da Assembleia da República, no regresso das férias, em setembro. Era uma missão quase impossível. Mas acabou por ser possível, em tempo recorde, graças à contribuição do Conselheiro cultural da Embaixada, Dr. João Pinharanda, ao Embaixador de Portugal e ao Cônsul Geral”.

Ao homenagear os Portugueses “que serviram a pátria e tombaram em combate”, Ferro Rodrigues disse que esta evocação deve também ser feita com sentido de futuro, considerando que este “exercício de memória é tanto mais importante quanto voltam a pairar nuvens negras sobre a Europa, carregadas do mesmo espírito perverso dos nacionalismos exacerbados que causaram a guerra”.

Ferro Rodrigues referiu-se ainda à União Europeia, que considerou ser “historicamente o melhor projeto de paz e desenvolvimento que a Europa experimentou”. “Devemos-lhe décadas de paz, de cooperação e de liberdade. A União Europeia é um bem inestimável”, disse.

Sublinhando que se pode e deve aperfeiçoar a construção europeia, o Presidente da Assembleia da República notou, contudo, que não se pode prescindir dela. “Numa sociedade global em que a Europa perde centralidade, cair nesse erro seria condenar-nos à irrelevância, pondo em risco a nossa liberdade e a nossa prosperidade”, considerou. E lembrou uma frase de François Mitterrand: “o nacionalismo é a guerra”.

“O impacto que a guerra teve no nosso país é enorme, foi violentíssima para o nosso país, apesar de não termos sido palco de combates, mas criou uma situação que levou ao fim da Primeira República e ao nascimento do Estado Novo” disse Maria Fernanda Rollo depois de ter lido um texto de Bernardo Soares.

No próximo dia 11 de novembro, vai ser assinalado em Paris o Centenário do dia do Armistício, numa cerimónia em que estará presente o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e outros chefes de Estado, convidados pelo Presidente Emmanuel Macron.

Nos salões Eça de Queirós – apertados com a instalação das enormes estruturas em alumínio – estava também o Embaixador de Portugal junto da OCDE, o Conselheiro de Paris Hermano Sanches Ruivo, e várias outras personalidades da Comunidade portuguesa.

O Cônsul Geral de Portugal em Paris, António Moniz, diz que a exposição que mostra “o contributo português para a vitória aliada” já tem agendadas visitas de várias escolas e quer continuar a “tradição de sermos uma casa com as portas abertas”.

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