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Gilberto Gil é um dos principais cabeças de cartaz do Festival Jazz à Vienne, e subirá ao palco dia 8 de julho, às 20h30, no Théâtre Antique de Vienne (38).

Pela 38a vez, o Jazz à Vienne convida para dezasseis dias de festa, um evento que costuma agregar 200 mil festivaleiros em torno de cerca de 250 concertos.

Para além do artista brasileiro, de renome internacional, também fazem parte da programação nomes como as cantoras Melody Gardot e Selah Sue, o célebre guitarrista Jeff Beck ou ainda o baixista e clarinetista Marcus Miller.

Gilberto Passos Gil Moreira nasceu em 1942 em Salvador da Baía, uma cidade sobretudo afro-brasileira, cidade do candomblé, da reivindicação da negritude e do Carnaval dos Afoxés em transe.

O álbum «Refavela» de 1977 tem como fonte de inspiração a cidade de Salvador e as suas raízes iorubas. Mesmo não sendo um dos seus álbuns mais conhecidos, ocupa um lugar importante na sua obra. Gilberto Gil editou-o já com 15 anos de carreira, visto o seu primeiro disco ter saído em 1962. A partir de 1967 lança juntamente com, entre outros, Caetano Veloso, o movimento «tropicalista».

O cantor foi preso pela ditadura militar e esteve exilado em Londres. Quando voltou ao Brasil, gravou uma das suas obras-primas «Expresso 2222» em 1972, e depois lançou a sua trilogia «Re» com «Refazenda» em 1975, «Refavela» em 1977 e «Realce» em 1979.

Em 1977, Gilberto Gil é convidado para atuar na Nigéria, no Festival mundial de arte e cultura negra e é em Lagos que tem a ideia de gravar um novo álbum. Graças a esta inspiradora estadia em África nascem os títulos «Aqui e Agora», «Refavela» e «Balafon». Gilberto Gil leva para o Brasil o instrumento africano balafon que adquiriu no golfo da Guiné e com o qual começou de imediato a compor.

Gilberto Gil revisita, portanto, quarenta anos depois, um dos seus álbuns mais emblemáticos, «Refavela». E conta com a colaboração em palco de vários artistas como a cantora caboverdiana Mayra Andrade, a cantora, compositora e pianista italiana Chiara Civello, o acordeonista e cantor brasileiro Mestrinho e ainda o multi-instrumentista e cantor brasileiro Bem Gil.

Desde a sua criação em 1981, sob o impulso de Jean-Paul Boutellier, o Festival Jazz à Vienne celebra o universo do jazz durante as duas primeiras semanas de julho.

Este festival já se tornou numa instituição que propõe aos amadores e aos peritos de descobrir e partilhar em toda a cidade momentos festivos em torno da riqueza deste género musical. Através de concertos, mas também de vários ateliers, exposições e numerosos encontros no cruzamento das artes, a vitrina do festival é eclética e rica. É uma autêntica celebração do jazz, um festival que navega entre imponência e intimidade.

O Festival Jazz à Vienne tem parcerias com outros festivais internacionais de renome como o Festi Jazz de Rimouski (Quebeque), o Tokyo Jazz Festival (Japão), o Sampa Jazz (Brasil) e o X Jazz Festival (Alemanha). O Jazz à Vienne é igualmente membro do International Jazz Festivals Organization.

 

 

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