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A Associação franco-portuguesa Segunda Aldeia de Montmagny (95) teve de anular todas as suas atividades, como centenas de outras associações portuguesas. Este é o período em que a associação organiza os três eventos mais importantes do ano.

Em janeiro, organiza um convívio com os aderentes e os parceiros da associação, à volta da tradicional Galette des Rois. Em abril, organiza o tradicional Festival com caráter solidário, para recolha de fundos para ajudar outros organismos, como por exemplo corporações de bombeiros e pessoas deficientes. E em maio costuma organizar a Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima, seguido de um “barbecue” na Ferme Pédagogique da cidade, ao ar livre.

“O impacto deste maldito bicho invisível foi que os nossos eventos foram anulados” disse ao LusoJornal Judith Pires, Presidente do Conselho de administração da associação. “Com certeza que trouxe imensos problemas a todas as associações de caráter cultural e social, sobretudo financeiros. Os aderentes não renovam a cota, os poucos subsídios foram anulados, como os da Mairie e do nosso Consulado porque como habitualmente, solicitámos apoios”.

A Segunda Aldeia espera voltar às atividades, mas Judith Pires sabe que vai ser “de uma maneira muito diferente e reduzida”.

“Na nossa opinião, achamos que o público não será tão assíduo como era habitual. As pessoas vão ter receio, medo e mesmo frustração de não poderem estar à vontade e não poderem fazer o que gostam” explica Judith Pires. “Não, não vão voltar como era habitual, Penso que virão com muito receio de serem contaminadas”.

A Presidente da Associação franco-portuguesa Segunda Aldeia de Montmagny considera que “a meu ver, este movimento tão ativo e tão criativo em terras de França vai deixar de ter a sua criatividade, a sua vivacidade e sobretudo as suas frequências nos seus eventos” conta ao LusoJornal. Por um lado porque os sócios vão ter medo de contaminarem ou de serem contaminados pelo Covid-19, mas “também devido às restrições que nos são impostas pelas autoridades”.

 

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