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A cantora Avria, aliás Deborah Costa Vieira lançou este mês o seu mais recente single intitulado “Ninguém me para”. Este é o segundo título em português desta cantora do Norte da França, depois de ter lançado o primeiro, “Vida”.

“Ninguém me para” foi gravado em Lisboa com a cumplicidade da “Música no Ar”, de Diogo Costa e Nelson Antunes.

“Foi com muito gosto e prazer que voltei às minhas origens” diz Avria ao LusoJornal. “Cresci no Norte da França, mas sempre com o coração em Portugal”.

Deborah Costa Vieira nasceu em Carrépuis (80), a norte de Compiègne, filha de mãe francesa e pai português, de Moreira de Cónegos, perto de Guimarães. “Sempre foi importante para mim de manter estas duas culturas na minha vida” confessa ao LusoJornal.

Em pequena, Avria ouvia as músicas francesas do universo da mãe: Véronique Sanson, por exemplo, Charles Aznavour ou Edith Piaf. “Descobri a música portuguesa com o meu avô e sobretudo o Fado, porque ele gostava muito de Fado, eu também gostei logo, das vozes, das emoções, mas nessa altura eu não falava uma palavra de português”.

Com 18 anos, Deborah Costa Vieira decidiu ir para Portugal, “para trabalhar, para aprender a língua e também para descobrir mais coisas sobre as minhas raízes. Gostei muito e gosto muito da maneira de viver em Portugal, acho que tem uma certa alegria”.

Depois veio para Paris, para estudar, e tirou um Master de comércio internacional. Quando se preparava para ser Diretora regional de uma marca de pronto-a-vestir, decidiu mudar de vida… e dedicar-se à música.

Depois das aulas de música quando era pequena, onde aprendeu a tocar clarinete, quis seguir a via da canção. Adotou o nome de Avria e canta nos cabarés parisienses. “Aqui tudo é bem mais fácil do que no Norte da França, claro”.

Depois das férias lançou o primeiro EP digital “M’évader” cantado em francês, mas o clip foi gravado em Portugal, com orçamento participativo. Antes, tinha gravado o tema “Vida” que começou a rodar na Rádio Alfa, na Rádio Capsao e na Noy’On Air.

No fim de novembro concretizou um sonho, ao cantar no Rex de Roye, a cidade onde aprendeu os primeiros acordes de música e onde tem muitos amigos e familiares.

“Há sempre pessoas que me pedem para escolher entre o francês e o português, mas eu não posso, quero escrever nas duas línguas porque não posso escolher entre o meu pai e a minha mãe, eu respondo sempre isso porque é a verdade” diz ao LusoJornal. “Não quero escolher, quero escrever canções em português e em francês e é assim que eu sou feliz”.

E enquanto promove este seu novo tema, diz que espera “ter mais projetos em português”.

 

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