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Uma marca de champô sólido ecológico, produzido em Viana do Castelo e há cinco meses no mercado nacional, está a reforçar a aposta na internacionalização e já está em venda no mercado francês.

Segundo Vera Maia, uma das criadoras da marca Shaeco, atualmente, “80% das vendas são para o mercado português e 20% para fora de Portugal”.

“Já estamos no mercado francês, através de ‘marketplaces’ digitais especializados, e temos as nossas lojas ‘online’ que vendem para Espanha, Reino Unido, Suécia, Alemanha”, explicou.

Além do interesse norte-americano, “um dos principais destinos das exportações portuguesas de produtos de perfumaria, cosmética e higiene pessoal, a Shaeco tem recebido pedidos de outros mercados, como dos Emirados Árabes Unidos”.

A gestora de 34 anos estimou, “até 2022 atingir um volume de negócios na ordem dos 800 mil euros, e chegar aos 2,7 milhões dentro de seis anos”.

Formada em marketing digital e há vários anos a trabalhar para a plataforma E-commerce, Vera Maia, natural de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, reside em Viana do Castelo há cinco anos, depois de passagens por Lisboa e pelo Dubai. “Foi um regresso às raízes do meu marido, que é de Viana do Castelo, e foi aqui que o projeto do champô sólido com componentes naturais, começou a ser desenvolvido, há mais de 18 meses. O conceito surgiu da preocupação que tenho, há vários anos, com a sustentabilidade ambiental do planeta”, explicou.

O champô sólido “é livre de plásticos e sucedâneos”, é feito com “ingredientes naturais, como óleo de argão e extrato de coco” e embalado com “materiais reciclados e recicláveis e com tintas de base vegetal, sendo que a caixa de transporte, é produzida com resíduos de cortiça”.

A linha de champô sólido ‘eco-friendly’, ‘vegan’ e ‘cruelty free’ está a ser desenvolvida pelos cinco trabalhadores de uma outra empresa de Vera Maia, mas a partir de 2021, a marca poderá vir a criar mais quatro postos de trabalho.

Por mês são produzidos, numa empresa instalada na zona industrial do Neiva, “cerca de cinco mil unidades de champô sólido, mas a capacidade de produção pode escalar para responder às necessidades do mercado”.

 

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