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O 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, é uma data que encerra em si própria um simbolismo muito grande pois é neste dia que prestamos homenagem à Nação e lembramos os valores da portugalidade e da lusofonia enriquecidos por uma História de séculos.

Esta é também uma data à qual se associa o universo, com toda a justiça, das Comunidades portuguesas, realçando as especificidades e capacidades da nossa diáspora e reconhecendo a importância de manter uma ligação ainda mais estreita com todos os Portugueses que se encontram espalhados pelo Mundo.

Se é verdade que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decidiu nos últimos anos, alargar as comemorações deste dia às Comunidades portuguesas também não é menos verdade que, durante muitas décadas, este dia foi quase exclusivamente festejado entre os Portugueses residentes no estrangeiro, pois em Portugal era apenas mais um feriado.

Todos sabemos que o 10 de Junho no estrangeiro não é feriado. É mais um dia normal de trabalho. Todavia, isso nunca impediu que as nossas gentes da emigração encontrassem forma de não esquecerem a sua pátria organizando muitas iniciativas que sempre dignificaram Portugal através da exaltação da nossa cultura, da nossa língua e dos nossos símbolos por esse mundo fora.

Este ano, devido à pandemia do Covid-19, tudo será diferente. As cerimónias oficiais que iriam decorrer na Madeira e na África do Sul, foram canceladas, ficando reduzidas a uma sessão em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos.

Mas isso não retira, de forma alguma, a importância a este dia, ainda mais num momento tão difícil como o que vivemos na sequência do surto viral que se abateu sobre todas as sociedades e estou certo de que as nossas Comunidades saberão encontrar formas de celebrar este dia respeitando todas as regras de segurança sanitárias.

A situação que temos vivido, fruto desta pandemia, impediu também, a habitual planificação das férias de verão em Portugal, tendo em conta as restrições à circulação de pessoas que foram impostas pelos diversos países e a incerteza que ainda existe quanto ao futuro.

É uma situação que tem preocupado muitos dos nossos compatriotas residentes no estrangeiro e o Grupo Parlamentar do PSD tem procurado obter o máximo de informações apresentando várias perguntas ao Governo sobre esta matéria e alertando, em diversos momentos, na Assembleia da República para a necessidade de se esclarecer, em tempo útil, esta situação.

Lamentamos que a mensagem do Governo não tenha permitido clarificar, para já, esta questão, permitindo o avolumar de muitas incertezas entre os Portugueses residentes no estrangeiro, quanto à possibilidade de virem ou não a Portugal no verão. Ao mesmo tempo não podemos também deixar de lamentar a ausência de medidas de apoio na área das Comunidades portuguesas, no sentido de mitigar as consequências da pandemia do Covid-19, ao contrário do que acontece já noutros sectores em Portugal.

Em voto apresentado, esta semana, na Assembleia da República defendemos que Portugal, como país repartido pelo Mundo, tem de contar cada vez mais com a sua diáspora. Os Portugueses que residem no estrangeiro, estejam onde estiverem, não quebram a sua ligação ao país do seu coração. É tempo de contar realmente com eles e de os incluir nas políticas nacionais pois todos estes Portugueses são fundamentais para o futuro de Portugal.

É esta mensagem que quero deixar: temos de contar com as Comunidades para construir o futuro de Portugal porque com elas seremos mais capazes de superar as dificuldades que os próximos anos nos possam trazer. Elas terão um papel fundamental na recuperação económica de Portugal.

Que este dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas seja realmente uma oportunidade para avançarmos definitivamente nesse sentido!

 

Opinião
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