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Tempestades de um pescador

 

Já não têm conta…

Quantas vezes eu enfrentei tempestades,

Mesmo se elas transformavam o Mar.

Eram as mesmas que tombavam sobre as Cidades,

Havia outras que levavam tudo sem parar.

Também havia tempestades de calmaria,

Que o Sol do deserto alaranjado tapava.

No convés caíam tempestades de Poesia,

Esperando esse Mar que tudo acalmava.

Via ondulações como um corpo de Mulher,

Ventos que rasgava as velas sem avisar.

Tempestades que chegam quando querem

Num velho barco que não pode parar.

Velho pescador de barba Branca e sem idade,

Contra os ventos matava as marés sem saber.

Guardou a sua vida nas noites de tempestade,

Sentia as tempestades no caderno a escrever.

Neste momento só sinto as tempestades do Coração,

Porque todas as outras ficaram na proa do barco.

Brilhava relâmpagos entre nuvens e um trovão,

Mas foi entre as tempestades e o Amor

Que vivi esta Vida dolorosa de Pescador…!!!

 

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