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O ator francês Michel Piccoli, protagonista, entre outros, de “Vou para casa”, de Manoel de Oliveira, morreu na semana passada, aos 94 anos, avançou hoje a Agência France Presse (AFP).

O ator, a quem a agência de notícias francesa chama “monumento do cinema francês”, morreu “em 12 de maio nos braços da mulher, Ludivine, e dos seus filhos Inord e Missia, após um derrame cerebral”, refere a família de Michel Piccoli, num comunicado citado pela AFP.

Da vasta filmografia de Michel Piccoli fazem parte obras do realizador português Manoel de Oliveira, como “Vou para casa”, “Party” e “Belle Toujours”.

Em 2011, Michel Picoli anunciou em Cannes que punha fim à sua carreira de ator, mas três meses depois, Manoel de Oliveira, já com 102 anos, convenceu-o a ser o ator principal do seu último filme “O Gebo e a Sombra” de Raul Brandão, juntamente com a mulher, Ludivine.

Finalmente Michel Picolli acabou por não entrar no filma e foi substituído por Michael Lonsdale. Ludivine Picoli foi substituída por Jeanne Moreau e no filme entrou também Cláudia Cardinale, Leonor Silveira, Luís Miguel Sintra e Ricardo Trêpa, o neto do realizador.

Michel Piccoli é também o ator de filmes como “A Bela de Dia” e “O Charme Discreto da Burguesia”, de Luis Buñuel, de Luis Buñuel, “A Grande farra”, de Marco Ferreri, e “O Desprezo”, de Jean-Luc Godard.

“Linhas de Torres Vedras”, de Valeria Sarmiento, e “Vocês ainda Não Vira Nada”, de Alain Resnais, estão entre os seus derradeiros trabalhos no cinema.

 

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