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Uma exposição intitulada “Deslaçar um tormento” com obras da artista plástica francesa, naturalizada depois americana, Louise Bourgeois, foi inaugurada na semana passada no Museu de Serralves, no Porto onde vai estar patente ao público até 20 de junho.

Esta grande exposição dedicada ao trabalho de Louise Bourgeois, que nasceu em Paris em 1911 e morreu em Nova Iorque em 2010, cobre um arco temporal de sete décadas, dando a ver obras realizadas pela artista entre finais dos anos 1940 e 2010.

“Visitada e revisitada em inúmeras exposições realizadas durante as últimas décadas em diversos espaços museológicos do mundo inteiro, a vasta e singular obra de Louise Bourgeois lida com temas indelevelmente associados a vivências e acontecimentos traumáticos da sua infância – a família, a sexualidade, o corpo, a morte e o inconsciente – que a artista tratou e exorcizou através da sua prática artística” diz a nota da Fundação Serralves.

Louise Joséphine Bourgeois é sobretudo conhecida pelas suas esculturas e instalações monumentais, embora também tivesse pintado e feito gravura. Próxima dos movimentos expressionistas abstratos, do surrealismo e até do movimento feminista, Louise Bourgeois explorou temas relacionados com o universo doméstico, com o corpo humano e com os órgãos sexuais em particular.

Apesar de ser francesa, passou a maior parte da sua vida nos Estados Unidos, desde 1938, quando casou com o historiador de arte americano Robert Goldwater.

Esta exposição é organizada pela Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea e o Glenstone Museum, Potomac, Maryland, EUA, em colaboração com The Easton Foundation, Nova Iorque, e coproduzida com o Voorlinden Museum & Gardens, Wassenaar, Países Baixos.

“To Unravel a Torment” – o título original da exposição – tem curadoria de Emily Wei Rales, Diretora e cofundadora do Glenstone Museum. Mas em Serralves, a exposição foi organizada por Philippe Vergne, Diretor do Museu, com Paula Fernandes, Curadora.

 

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