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O Partido Socialista conseguiu no círculo eleitoral da Europa uma grande vitória nas eleições para o Parlamento Europeu, tendo ganho em 13 dos 21 países, mas sempre com mais votos do que o PSD, com exceção de 2 países pouco expressivos eleitoralmente, a Itália (8 votos para o PSD e 6 para o PS) e a Roménia, em que ficou com os mesmos 6 votos que o PSD).

A expressiva votação que o Partido Socialista obteve no círculo eleitoral da Europa ficou assim em linha com a vitória a nível nacional, ou seja, com mais cerca de 11 por cento em relação ao PSD, o que denota também muito claramente o reconhecimento do trabalho do Governo liderado por António Costa e do que tem sido feito pelo Secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, na área das Comunidades.

O PS ganhou em todos os principais países com Comunidades portuguesas mais numerosas, como a França (+17,5%), Suíça (+16,7%), Alemanha (+8,5%), Luxemburgo (+5,9%), Reino Unido (+6,8%, com vitória tanto em Londres como em Manchester), Bélgica (+8,2%), Holanda (+7,20%), Espanha (+2%).

Referência especial para os resultados em Paris, onde o PS obtém uma vantagem de 18,7% em relação ao PSD (273 votos do PS, contra 130 do PSD).

Merecem, assim, um reconhecimento particular todos os eleitores que honraram o seu dever cívico participando numas eleições muito importantes para a defesa do projeto europeu e, simultaneamente, para a participação nas Comunidades, por ter sido a primeira vez que houve uma votação já com a implementação do recenseamento automático, o que no círculo eleitoral da Europa teve um resultado expressivo, dado que o número de votantes quadruplicou, passando de 1.728 em 2014 para 6.767.

Neste contexto, merecem também uma palavra de louvor todos os diplomatas e trabalhadores consulares, bem como os cidadãos portugueses que se disponibilizaram para fazer parte das mesas de voto, garantido assim o regular funcionamento do ato eleitoral.

Já no círculo de Fora da Europa, não obstante o Partido Socialista ter perdido, apresenta resultados muito encorajadores em várias áreas consulares, onde o PS se aproxima do PSD, em S. Paulo e no Rio de Janeiro e ganha em Brasília, e no Canadá, onde fica à frente do PSD em Montreal, Otava e Vancouver, em Sydney e em Macau (não obstante a derrota em Toronto).

Referência também para os Estados Unidos, onde o resultado geral do PS se aproxima do PSD (125 votos contra 103 para o PS), sendo de sublinhar a vitória do PS em Boston.

Apesar da satisfação com os resultados, a elevada abstenção continua a ser uma preocupação no que respeita à participação eleitoral das Comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, não obstante ter havido mais 20 por cento de mesas de voto do que nas eleições europeias de 2014.

O recenseamento automático, que foi uma das medidas mais corajosas e ousadas que um Governo alguma vez já tomou para dar voz, influência e poder às Comunidades portuguesas, teve como consequência um aumento expressivo de votantes, que nos dois círculos da emigração passou de 4.844 para 13.053 (faltam ainda apurar quatro Consulados). As próximas eleições legislativas de 6 de outubro, em que o voto será feito por correio e com porte pago, será o momento ideal para que as Comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo possam demonstrar a sua força.

 

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