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Começou este fim de semana, em Paris, a 12a edição do «Parfums de Lisbonne», o festival «de urbanidades cruzadas entre Lisboa e Paris», organizado pela companhia de teatro Cá e Lá até 19 de julho e cujo tema este ano é «Em contratempo».

A companhia de teatro bilingue francês-português Cá e Lá foi criada há 35 anos e desde sempre tem estabelecido pontes entre as duas culturas e as duas línguas. Em 2007 decidiu organizar a primeira edição de «Parfums de Lisbonne» e desde então o festival é um momento de encontro anual à volta da cultura portuguesa.

O festival deste ano, intitulado «A contre temps / Em contratempo», começou no dia 2 de junho e prolonga-se até dia 19 de julho, abordando a obra de artistas «dissonantes», longe dos consensos,… «em contratempo»!

Graça dos Santos, a Diretora do Festival programa performances, instalações, sessões de leitura, pequenos formatos no exterior e em diversos espaços de Paris… e de Lisboa.

No sábado passado, às 11h00, foi projetado o filme «Tous les rêves du monde», da realizadora Laurence Ferreira Barbosa (2017). Depois da projeção, seguiu-se um debate e uma conversa entre a realizadora e a Diretora do Festival. A projeção teve lugar no cinema MK2 Beaubourg.

Ainda no sábado, ao fim da tarde, o lançamento «oficial» do festival teve lugar, como habitualmente, numa das praças de Paris, Lapeyronie – Torréfacteur et Leroy Merlin, no bairro de Beaubourg, em parceria com o Festival Nomade, organizado pela Mairie de Paris 3.

Numa primeira fase, os atores da Companhia Cá e Lá fizeram uma performance a partir do texto «L’installation de la peur» de Rui Zinc, e da poesia de Alexandre O’Neill. Seguiu-se «Métamorphosis» pela companhia de dança Alma, com Alizée Duvernois e Marion Vibert, e «Bordadeira – Paisagens Musicais», uma performance a partir da música tradicional portuguesa e das artes plásticas, por Ana Isabel de Freitas.

Esta segunda-feira 4 de junho, de manhã, teve lugar na Delegação de França da Fundação Calouste Gulbenkian, um encontro/leitura «A Voix Vives» com o poeta António Carlos Cortez. Participaram alunos, estudantes, professores, bibliotecários e atores, para «abordar a poesia de forma diferente, para facilitar o livre acesso para além das idades, das culturas e das línguas».

Na quinta-feira desta semana, dia 7 de junho, o festival volta à Gulbenkian para um colóquio internacional sobre «Paris-Lisbonne: un dialogue capital». O colóquio continua no dia seguinte, dia 8, no anfiteatro Quinet, da Universidade Paris Sorbonne.

Nos próximos dois sábados, o cinema português volta ao MK2 Beaubourg. Dia 9, às 11h00 com o filme «Lettres de guerre» de Ivo Ferreira (2016), seguido de uma conferência de Jacques Lemière; e no dia 16 de junho, às 11h00, será projetado o filme «Saint Georges» de Marco Martins (2016), seguido de uma conferência de Régis Salado.

No dia 17 de junho, às 15h00, o festival vai «pousar» no «Comme à Lisbonne» para uma sessão de cantares «mais ou menos conhecidos, portugueses e franceses, e também alguns poemas, ilustrados por sons, por copos e por pastéis de nata».

E nesse mesmo dia, às 18h00 vai ser apresentada na Maison du Portugal André de Gouveia, na Cidade universitária de Paris, a performance de fim de residência «Tenue» pelos bailarinos da «Passion Passion»: Jeanne Alechinsky, Odélia B., Lorenz-Jack Chaillat, Aïko Cortés, Clélia Dehon, Elisa Denève, Julien Deransy, Doriane Hugues, Morgan Gilbert, Christophe Gomes, Jérémy Landes, François Marry, Alice Martins, Anton Moglia, Noémie Monier, Élodie Paul, Aimée Rose Rich, Anne Rousseau, Singeon Nastassja Swierczynski, Camille Victorine

O festival «Parfums de Lisbonne» vai ter uma última ação em Lisboa, no dia 19 de julho, às 19h00, na livraria Ler Devagar, com poesia de António Carlos Cortez, dita e cantada, numa apresentação performativa, seguida de um diálogo com o poeta.

 

 

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