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Os motoristas dos serviços externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, nas Embaixadas e Postos consulares, vão passar a trabalhar 35 horas, como acontece com o conjunto dos funcionários do MNE no estrangeiro.

Este é o resultado de vários meses de negociação do Sindicato dos trabalhadores consulares e das missões diplomáticas portuguesas no estrangeiro (STCDE). O Sindicato, dirigido por Rosa Teixeira Ribeiro reuniu com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, duas vezes nos últimos dias e informou os seus membros que José Luís Carneiro disse “haver luz verde em relação às 35 horas dos motoristas, devendo a iniciativa legislativa avançar de imediato, com base no texto consensualizado entre MNE e STCDE”.

“É com profunda satisfação que registamos a notícia, agradecemos o empenho nunca desmentido do Secretário de Estado, chegando ao final do ano 2018 com mais uma frente do trabalho sindical concluída, o fim de uma terrível injustiça e o regresso destes colegas a uma categoria que nunca lhes deveria ter sido retirada” diz uma nota do STCDE.

Rosa Maria Teixeira Ribeiro é funcionária do Consulado Geral de Portugal em Paris e esteve dois anos, à frente do Vice-Consulado de Portugal em Nantes, mas está atualmente em missão em Lisboa, por ter sido eleita Secretária Geral do STCDE.

O STCDE foi criado em Paris, nos anos 80, e integra os trabalhadores dos serviços periféricos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, nomeadamente dos postos consulares, das missões diplomáticas e das representações. Integra também os trabalhadores do Instituto Camões e das delegações da AICEP no estrangeiro. De fora ficam apenas os Professores de português e os Diplomatas, porque ambos têm os seus próprios sindicatos.

Substituindo Jorge Veludo, Rosa Teixeira Ribeiro está à frente de um sindicato com mais de 1.100 sócios, num universo de cerca de 1.400 trabalhadores no ativo.

“Aos poucos, com trabalho, persistência e firmeza, vamos avançando. Nem sempre ao ritmo desejado, mas o resultado é visível. Neste como noutros dossiers de trabalho, tem sido e continuará a ser a nossa prática. Esperamos que seja a contento dos colegas interessados, a quem temos a agradecer a confiança manifestada ao longo deste processo negocial assim como a forma atenta como reagiram a todas as nossas solicitações e comunicações” diz a nota do STCDE.

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