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A companhia aérea portuguesa TAP vai retomar a atividade – interrompida pela pandemia de Covid-19 – com 71 rotas a partir do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e com apenas três com partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Do Porto apenas vão entrar em funcionamento as rotas para Funchal, Londres e Paris.

A medida tem causado contestação. Primeiro por parte da Presidente da Câmara municipal de Matosinhos – “A câmara vê com muita preocupação o facto de a Comissão executiva da TAP entender que pode ligar o Porto a apenas três rotas”, afirmou Luísa Salgueiro à Lusa – e depois por parte do Grupo parlamentar do PSD.

Luísa Salgueiro assumiu confiar que o Governo de António Costa irá defender os interesses da região Norte, dado que 40% das exportações portuguesas saem dali.

Para o PS/Porto, “qualquer cenário de quebra da operação da TAP é ainda mais grave considerando que a sobrevivência da empresa depende agora da ajuda financeira do Estado”. “Confiamos que o Governo está atento a esta situação e que contribuirá para a alteração da estratégia e para a garantia de uma TAP de Portugal e de todos os portugueses, sem marginalizações regionais e medidas centralistas de desinvestimento”, afirmam.

O Governo está a analisar a eventual concessão de apoios públicos à TAP, para assegurar a sua continuidade, segundo o relatório e contas da empresa pública Parpública, que detém 50% da companhia aérea.

Atualmente, a TAP tem a sua operação suspensa quase na totalidade e, no âmbito das medidas de apoio às empresas impactadas pela pandemia de Covid-19 na economia, recorreu ao ‘lay-off’ simplificado dos trabalhadores.

Desde 2016 que o Estado (através da Parpública) detém 50% da TAP, resultado das negociações do Governo de António Costa com o consórcio Gateway (de Humberto Pedrosa e David Neeleman), que ficou com 45% do capital da transportadora. Os restantes 5% da empresa estão nas mãos dos trabalhadores.

O Estado tem administradores no Conselho de Administração da empresa (administradores não executivos), sendo os administradores da Comissão Executiva nomeados pelos acionistas privados.

 

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