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Unesco ratificou em Paris o 05 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) ratificou na segunda-feira a celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa a 05 de maio, tornando oficial a proposta apresentada pelos países lusófonos.

Na proposta aprovada, pode ler-se que “o português é a linguagem de nove estados-membros da Unesco, que é a língua oficial em três organizações continentais e da Conferência Geral da Unesco e é falada por mais de 265 milhões de pessoas, sendo uma das mais faladas no hemisfério norte”.

Na argumentação para a ratificação da proposta, a Unesco escreve que “é necessário implementar uma cooperação mais abrangente entre os povos através do multilateralismo, aproximação cultural e diálogo entre civilizações, em linha com o que está estipulado na Constituição” desta organização.

Por outro lado, a instituição com sede em Paris lembra que o dia 5 de maio já foi firmado como Dia da Língua e Cultura Portuguesa na CPLP, em 2009, afirma ainda que “as Nações Unidas encorajaram a celebração de um dia nacional para cada uma das línguas oficiais da organização”. Assim, conclui-se na nota, “a Unesco decide proclamar o dia 5 de maio de cada ano com o Dia Mundial da Língua Portuguesa” e encoraja “os Estados membros, especialmente na CPLP, e outros acionistas, a participarem no evento de uma maneira que cada um considere mais apropriado e sem implicações financeiras para o orçamento regular da Unesco”.

 

Marcelo felicitou Sampaio da Nóvoa

“Fico muito feliz, eu acompanhei o processo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, em Lisboa, acrescentando: “É o reconhecimento de uma grande língua no mundo, uma das maiores línguas do mundo, de que nos orgulhamos nós, Portugueses, e todos os que falam essa língua”.

O Chefe de Estado assinalou a “feliz coincidência” de o Primeiro Ministro, António Costa, “se encontrar precisamente em Paris no momento em que há essa decisão formal” da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Em seguida, o Presidente da República quis “prestar homenagem e agradecer o contributo” de António Sampaio da Nóvoa, Embaixador de Portugal na Unesco, considerando que “foi um batalhador, um militante por essa conquista”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “o facto de a Unesco, que é uma organização mundial, reconhecer o papel da língua portuguesa deve-se à Diplomacia portuguesa em geral, deve-se ao valor da língua portuguesa, mas deve-se muito ao contributo do senhor Embaixador António Sampaio da Nóvoa”.

 

Berta Nunes discursou na Unesco

A Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas considerou que esta ratificação de 05 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa mostra que o português “é hoje, efetivamente, uma língua do mundo e para o mundo”.

Intervindo na sede da Unesco, em Paris, Berta Nunes disse que “a projeção internacional da língua portuguesa conhece hoje um novo marco de grande simbolismo, com a proclamação do dia 05 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, reconhecimento justo da sua relevância global”.

“Servirá, acima de tudo, para que conjuguemos ainda com mais convicção o seu futuro como língua de uma comunidade de nove países, a CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], que a elege como força congregadora da sua existência e das realidades dos países que a integram, e como língua de comunicação internacional, com presença crescente nas novas rotas e dinâmicas globais da economia, do comércio e da cooperação internacional”, afirmou.

Para a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, o idioma de Camões é uma “língua onde se trabalha o multilateralismo, em organismos internacionais, onde se faz e se acede a ciência e a conhecimento”.

No discurso, Berta Nunes quis ainda “agradecer” à assembleia e a todos os Estados membros da Unesco que contribuíram para este “importante desfecho, saudando os 260 milhões de falantes espalhados por cinco continentes, bem como todos os que, reconhecendo a sua relevância, a aprenderam e a integraram nos seus repertórios linguísticos, fazendo-a sua também”.

 

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