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Victor Alves Gomes é o suplente do Deputado Carlos Gonçalves, eleito pelo PSD no círculo eleitoral da Europa. Nasceu em Paris, filho de pais Minhotos, do concelho de Arcos de Valdevez, e mora em Bruxelas porque trabalha nas instituições europeias. Considera que “o PSD é o partido que está mais próximo e é mais amigo das Comunidades”.

“No PSD sempre fomos a favor da participação cívica dos Portugueses, por exemplo nas eleições presidenciais. E temos que reconhecer que quando o PSD esteve no Governo – ultimamente não tem sido o caso – teve políticas mais amigas das Comunidades, embora claramente também assumo que também houve falhas, como por exemplo fechar o primeiro Consulado da história de Portugal, em Antuérpia. Fomos nós que o fechamos e como sou o Presidente do PSD-Bélgica costumam lembrar-me isso todos os dias, e eu sempre digo que lamento”.

Victor Alves Gomes é um acérrimo defensor do voto eletrónico e lembra que o PSD já fez um teste de voto eletrónico quando esteve no Governo. “Toda a gente sabe que eu sou a favor do voto eletrónico e conheço muito bem a experiência da Estónia. Nós podemos confiar o nosso salário a um pequeno cartão bancário… o meu voto é muito importante, mas o meu salário e as minhas poupanças também são importantes. A experiência da Estónia mostra não só que é possível, mas que é desejável”.

 

Conselheiro nacional do PSD

Interrogado numa entrevista “live” do LusoJornal, Victor Alves Gomes diz que “se eu fosse escolhido para ser candidato cabeça de lista a Deputado eu aceitava”. Comparando com Carlos Gonçalves, Victor Alves Gomes diz que “nós temos abordagens diferentes. Eu sou a favor da limitação do tempo dos mandatos. Eu não acho normal que um Deputado fique 20 ou 30 anos no Parlamento” e garantiu que, se for eleito um dia, “ficar mais do que 10 ou 12 anos no Parlamento, pode ficar aqui gravado que não estou disponível”.

O Deputado suplente considera que Rui Rio “está à escuta das Comunidades. Veio a Paris, foi a Londres e só não veio a Bruxelas por causa da Covid-19, mas estava tudo previsto”.

Victor Alves Gomes também é Conselheiro nacional do PSD em representação dos militantes da Europa, juntamente com José Sarmento Lameirão, da região parisiense. E o Secretário Nacional do Partido para as questões relacionadas com as Comunidades é Luís Geraldes.

A questão do voto eletrónico continua em cima da mesa, claro, “depois há, por exemplo, a questão da educação. Infelizmente, o que nós sabemos é que cada vez há menos dinheiro para o ensino da língua portuguesa. Eu também não tenho nenhum problema em reconhecer que a diminuição também aconteceu durante o Governo do PSD. Outra questão é que os filhos dos emigrantes têm lugares para estudar em Portugal e infelizmente não vão, para não falar das questões sociais gravíssimas que existem, e não só na Venezuela” disse ao LusoJornal. “Eu visitei a Santa Casa da Misericórdia do Luxemburgo, um país que é riquíssimo, e mesmo no Luxemburgo há muitos casos de pobreza, até de miséria”.

 

Benefício da dúvida para Berta Nunes

Victor Alves Gomes felicita o PS pelo alargamento do universo eleitoral nas Comunidades. “O PS fez bem em implementar essa proposta, viu-se que houve mais votos, é um trabalho que já vinha de trás, mas mais importante do que saber quem foi o pai ou a mãe, é o resultado final. No PSD passámos de 5.000 votos para 20.000 votos. Há mais participação cívica” diz Victor Alves Gomes ao LusoJornal.

O líder social-democrata faz um balanço positivo do mandato do anterior Secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro. Quanto a Berta Nunes, “ela ainda agora está a chegar, tem boa vontade, é uma pessoa que fala com toda a gente, sabe escutar, não era conhecida nas Comunidades, mas às vezes um ilustre desconhecido pode fazer um bom trabalho. Neste momento dou-lhe o benefício da dúvida”.

Para Victor Alves Gomes, que aderiu ao PSD “porque o meu avô era do PSD”, assume-se como um cavaquista. “Pelo menos sou coerente, desde 1987 que eu penso que o PSD é o melhor partido para as Comunidades, é um partido moderado, um partido que vai do centro-esquerda ao centro-direita, é um partido de Governo, não é um partido de protesto”.

Confessando estar disponível para ser o próximo candidato do PSD às eleições legislativas pelo círculo eleitoral da Europa, Victor Alves Gomes afirma que “não sou político profissional, nem profissional da política. Eu estou disponível para servir se o partido precisar de mim, se não precisar, paciência, continuarei a ser militante, serei sempre militante do PSD”.

 

 

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