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Berta Nunes diz que apoio às associações em França está geograficamente mais disperso

 

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Mais de 700 mil euros vão ser distribuídos por 66 associações de 16 países, que apresentaram mais de 100 candidaturas. A Venezuela e a França são os países com maior valor em apoios.

“No caso de França, temos um movimento associativo bastante forte. É o país que este ano também tem o maior número de associações admitido a concurso” diz a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas em declarações à RDP internacional. “É para nós bastante gratificante saber que o movimento associativo, apesar das dificuldades, está vivo e estão a vir novas associações a estes apoios” explica Berta Nunes.

“Desde que este concurso entrou em vigor, em 2018, este foi o ano que teve mais candidaturas aprovadas, que o valor dos subsídios é maior, que há mais países a concorrer e maior dispersão geográfica” diz Berta Nunes. “Isto também é importante, porque significa que as associações, progressivamente, com o apoio dos Consulados, têm vindo a fazer as suas candidaturas e a poderem ser apoiadas com base neste concurso anual. Apesar da pandemia e das dificuldades que as associações sofrem, isto mostra uma vitalidade do movimento associativo que fez mais candidaturas, em mais países e o Governo correspondeu com um aumento do financiamento. Estamos bastante satisfeitos com este resultado”.

Em 2018 o Governo apoiou este movimento associativo com 305 mil euros e, no ano seguinte, com 588 mil euros. Em 2020, o valor atribuído foi de 503 mil euros e agora é de 700 mil.

Este apoio é dirigido a associações e federações das Comunidades portuguesas, bem como a outras pessoas coletivas, nacionais ou estrangeiras, legalmente constituídas há mais de um ano, sem fins lucrativos ou partidários, e que visam o benefício sociocultural da diáspora.

São prioritárias as ações do movimento associativo que privilegiem a promoção da língua e da cultura portuguesas, os jovens, a inclusão social, a capacitação e a valorização profissional, a participação cívica e política, o combate à xenofobia e o diálogo com as micro e pequenas empresas dos portugueses residentes no estrangeiro que queiram investir em Portugal.

“A Venezuela é o país a cujas associações se prevê atribuir o maior montante em termos globais, de cerca de 190 mil euros. Segue-se França, com 149 mil euros, que tem o maior número de associações admitidas a avaliação”, lê-se num comunicado divulgado ontem pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Berta Nunes explica que “em França houve um decréscimo ligeiro em termos de valores, mas enquanto no ano passado havia uma concentração na zona de Paris, este ano temos dispersão geográfica e isso é muito importante, estamos a chegar a mais associações, mais repartidas pelo território. Este é um fator positivo. Foi importante ter tido candidaturas aprovadas de outras regiões”.

Entre o ano passado e este ano, o apoio às associações portuguesas de França diminuiu de quase 100 mil euros. “O facto de ter diminuído o valor, depende das candidaturas e do número das candidaturas. Isso não é uma decisão do Governo, depende da análise do júri. Toda a avaliação é independente e resulta das candidaturas recebidas” afirma Berta Nunes.

Mas a Secretária de Estado diz que este valor ainda pode aumentar, porque durante 10 dias, as associações que não foram contempladas podem reclamar.

 

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