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A copresidente da maior federação de pais em França diz que há menos escolas públicas com acesso ao ensino do português e que o Governo de Portugal deveria fazer mais esforços junto das autoridades locais para promover a língua.

“Há menos escolas agora onde se possa aprender o português. Eu lembro-me quando era mais jovem, havia mais possibilidade. Hoje é mais o inglês para toda a gente e o português acaba por ficar um pouco para o ensino à distância”, afirmou Carla Dugault, copresidente da Federação dos Conselhos de Pais e Alunos (FCPE) em França, em entrevista à Lusa.

Carla Dugault é portuguesa e foi viver para França aos sete anos. Envolveu-se no mundo associativo quando o seu filho entrou na escola pública e chegou à liderança da FCPE (maior federação de pais em França) há um ano e meio.

Em casa, Carla Dugault reconhece que, por razões práticas, acabou sempre por falar maioritariamente francês com o filho, mas que há muitas vantagens em ter uma criança bilíngue. “Hoje os pais acabam por casar-se com franceses ou pessoas de outras origens e, às vezes, é mais fácil falar a mesma língua em casa. Mas isso não está bem, porque não se ajuda os nossos filhos. É muito possível que os nossos filhos acabem a morar noutro país e é importante terem outras línguas”, considerou.

Um esforço que, segundo a dirigente associativa, devia ser mais acompanhado pelas autoridades portuguesas. “O ensino do português depende das Mairies, portanto não sei se o Governo português fez esse trabalho para que a língua se aprenda nas escolas. Não me parece que se tenham batido muito por isso”, indicou a copresidente da FCPE.

De forma a ajudar os pais portugueses que chegam agora a França e que têm de integrar o sistema educativo, a FCPE, especialmente a sua representação em Paris, produziu folhetos especialmente adaptados e traduzidos em português.

 

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