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Ambições semelhantes para o projeto europeu e presidências do Conselho da União Europeia quase seguidas aproximam Lisboa e Paris, criando um “real espírito de entreajuda” entre os dois países, segundo o Embaixador de Portugal em França.

“Há um real espírito de entreajuda dos franceses quererem que haja um sucesso da presidência portuguesa, que não é só uma figura de retórica que se repete de seis em seis meses”, afirmou Jorge Torres Pereira, Embaixador de Portugal em França, em entrevista à Lusa.

A embaixada nacional vai transformar-se neste primeiro semestre de 2021 num “intermediário” entre o Governo francês e os representantes dos restantes países europeus em Paris, promovendo encontros entre Embaixadores e figuras gaulesas de destaque, como Ministros e outros responsáveis políticos.

Apesar de muitos destes eventos serem à porta fechada e para uma audiência reduzida devido à atual situação sanitária, o diplomata português garante que há “semelhanças nas ambições europeias entre os dois países” e complementaridade entre o que defendem. “Os franceses estão na expectativa de que nós consigamos dar os passos necessários para que eles próprios tenham a vida facilitada e uma presidência de sucesso”, referiu, já que França vai assumir a presidência do Conselho da UE em janeiro de 2022.

Para o Embaixador, a partir da eleição de Emmanuel Macron para o Eliseu, em 2017, é “cada vez mais consensual” que é na dimensão europeia que se resolvem as grandes questões que afetam a França. “A França percebe que a dimensão europeia é fundamental”, disse o Diplomata, especialmente numa altura de pandemia.

Jorge Torres Pereira está otimista em relação à retoma de uma atividade normal na primavera, que permita à presidência portuguesa ter mais reuniões físicas e menos recurso à videoconferência. “Para um diplomata é sempre um empobrecimento, porque é no estabelecimento de uma química com os nossos interlocutores que muitas vezes conseguimos o melhor das oportunidades que uma reunião permite. Então nas negociações complicadas, não há dúvida nenhuma que os avanços e desbloqueamentos das situações não se fazem nas salas plenárias, mas nos corredores”, explicou.

Portugal assumiu a sua quarta presidência do Conselho da UE no dia 01 de janeiro, a qual se estenderá durante o primeiro semestre de 2021, sucedendo à Alemanha e antecedendo a Eslovénia, sob o lema “Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital”.

 

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