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A Diocese do Funchal afastou da ação pastoral o Padre madeirense José Anastácio Alves, que esteve até junho em Paris, por suspeita do abuso sexual de um menor na região autónoma.

A informação foi confirmada à Lusa pelo Gabinete de Informação da Diocese do Funchal, indicando em comunicado que a decisão está “em profunda comunhão com o Papa Francisco e repudia e condena a pedofilia e é solidária com as vítimas e com as suas famílias”.

O Padre madeirense Anastácio Alves exercia funções em França, mas é suspeito de abuso sexual de um menor na Madeira, tendo sido constituído arguido em 2005 num processo investigado e arquivado pelo Ministério Público.

Em 2008 o sacerdote manifestou a vontade de assumir uma experiência pastoral na Suíça e esteve 4 anos em Lausanne. Em outubro de 2012 chegou à Paróquia portuguesa de Gentilly, às portas de Paris. Uma das maiores de França.

Antes das férias, em fins de junho, anunciou aos Paroquianos que ia ser substituído pelo Padre Leandro Garcês. “A partir do domingo 24 de junho de 2018, este religioso da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, será o vosso novo padre, apesar da sua entrada efetiva ao serviço da Paróquia só terá lugar a 1 de setembro próximo” escrevia na altura o Padre Anastácio Alves.

“Depois destes seis anos como vosso padre, agradeço-vos pela comunidade maravilhosa que sois, testemunhando a fé católica de uma forma bem nossa, dos Portugueses. Obrigado pela vossa amizade e pelas vossas orações. Obrigado por tudo o que construímos juntos” e terminou apelando aos Paroquianos: “orai por todos os Padres, para que sejamos os mensageiros do Evangelho e as testemunhas de Cristo, que a Igreja e o nosso mundo necessitam” escreveu a 23 de junho.

José Anastácio Alves disse numa entrevista ao LusoJornal que vinha para Paris para ficar 3 anos, que podiam ser renovados duas vezes, “para evitar que um Padre fique demasiado tempo numa Paróquia. As pessoas também cansam-se do Padre e é sempre bom mudar e ter novas experiências”, admitia.

José Anastácio Alves tem agora 56 anos, nasceu em Santa Cruz, na Madeira, e foi ordenado Padre em julho de 1990. Em 2008, depois de terem surgido a alegação de abusos sexuais, o Padre pediu para ir para o estrangeiro. “A Diocese autorizou a sua ida com base nesse pedido e atendendo às necessidades pastorais, não havendo qualquer informação que o desaconselhasse, já que apenas se ouvia falar de um processo civil que teria sido arquivado”, lê-se no comunicado da Diocese do Funchal.

No entanto, o bispo da Madeira, António Carrilho, decidiu agora avançar com o afastamento do Padre, tornando esse afastamento público, vincando que “todos os casos que sejam do conhecimento da Diocese levam à instauração e instrução de processos específicos tendo em vista o apuramento da verdade”.

 

 

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