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O Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, na Fortaleza de Peniche, inaugura oficialmente, na próxima terça-feira, a sua primeira exposição internacional, dedicada a Aristides de Sousa Mendes. A exposição foi realizada pelo Comité francês de homenagem a Aristides de Sousa Mendes e esteve exposta em Bordeaux, embora condicionada por causa da pandemia de Covid-19.

Intitulada “Aristides de Sousa Mendes: o exílio da vida”, segundo Manuel Dias, do Comité Sousa Mendes de Bordeaux, a exposição vai ser visitada no domingo, dia 25 de abril, pela Ministra da Cultura e vai ser oficialmente inaugurada no dia 27, data simbólica da libertação, em 1974, dos presos políticos da antiga cadeia na Fortaleza de Peniche.

Numa parceria entre a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), a Fundação Sousa Mendes, de Nova Iorque, o Comité Sousa Mendes, de Bordeaux, a exposição constitui-se como uma “homenagem em torno do justo reconhecimento de um resistente e de um herói” e “uma evocação do legado” de Aristides de Sousa Mendes, refere a DGPC em nota de imprensa.

A esta exposição junta-se uma vídeo-escultura, intitulada “Candelabro”, obra contemporânea de grande porte que interpreta o dilema de Aristides de Sousa Mendes nos dias anteriores à decisão que salvaria milhares de vidas do terror nazi.

A peça foi imaginada por um dos netos de Aristides de Sousa Mendes, Michael Sebastião Mendes, e acabou por ser realizada por Werner Klotz, artista residente em Berlim que se tem notabilizado no domínio da arte pública. Segundo Manuel Dias tem cerca de 3 metros de altura e 1,5 metros de largura e deve viajar para Bordeaux depois desta exposição em Peniche.

Em 1940, em plena II Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, Cônsul português em Bordeaux, “perante o desespero dos refugiados que fugiam do avanço das tropas alemãs, decidiu agir de acordo com a sua consciência e valores, desobedecendo às ordens que recebera do Governo de Salazar e assinando milhares de vistos para Portugal”.

“Aristides de Sousa Mendes foi proscrito até à morte pelo regime fascista. A grandeza do seu gesto seria reconhecida pelo Estado Português em 1988, ao ilibar a sua memória e repor o seu estatuto de diplomata. A 03 de abril de 2017, dia do aniversário da sua morte, Portugal atribui a Aristides de Sousa Mendes a Grã Cruz da Ordem da Liberdade. Mais recentemente, em junho de 2020, o Parlamento vota por unanimidade que lhe sejam concedidas honras de Panteão Nacional”, lembra o comunicado da DGPC.

Manuel Dias disse ao LusoJornal que uma versão itinerante da exposição, em francês, está em preparação, para poder circular em França a partir de setembro.

 

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