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Um grupo de investigadores portugueses desenvolveu um tubo-guia biodegradável para regeneração após lesões de nervos periféricos, sistema responsável pela função motora e/ou sensorial, anunciou a Universidade de Coimbra (UC).

Intitulado “Polymeric Nerve Guide Tubes for Peripheral Nerve Regeneration”, o trabalho dos investigadores portugueses derrotou as propostas apresentadas pelas universidades da Sorbonne e de Grenoble Alpes, em França, de Oxford, na Inglaterra, e pelo Instituto Karolinska, da Suécia.

O projeto inovador, que acaba de vencer o concurso europeu ‘PhD transition fellowships’, promovido pelo programa EIT Health, através da tese de doutoramento realizada por Catarina Pinho, foi desenvolvido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC), com a colaboração da Faculdade de Engenharia do Porto e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.

O novo dispositivo, já protegido por patente provisória, distingue-se por ser biodegradável de forma controlada, produzido integralmente com material aprovado pela FDA – Food and Drug Administration – e não tóxico e completamente seguro, que cria um microambiente propício à regeneração do nervo, isto é, promove a adesão e proliferação celular, salienta o coordenador do estudo, Jorge Coelho.

Atualmente, as lesões de nervo periférico são tratadas frequentemente com recurso a autoenxertos, método que, afirma a FCTUC, “apresenta muitas desvantagens, como a resistência a sutura e sacrifício de um nervo saudável”.

 

 

 

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